Roberto Macedo é candidato à presidência do Clube do Remo, pela chapa “Profissionalização”, da oposição. Seu vice é Max Fernandes Júnior. A eleição do Leão Azul será na próxima quinta-feira (6). O pleito consiste em votos somente do Condel (Conselho Deliberativo). Acompanhe a entrevista do Diário do Pará com o candidato.
Como será sua gestão no clube?
ROBERTO MACEDO - Para resumir em duas palavras: profissional e responsável.
Como minimizar as dívidas do clube?
MACEDO - Primeiramente temos que conhecer as dívidas. Muito tem se falado de dívidas trabalhistas, mas o passivo trabalhista não corresponde ao total da dívida. Temos informação que a dívida na justiça comum também está na casa dos milhões. Mas a receita é simples, uma vez definida a dívida, temos que mostrar a cara, sentar com os credores do clube e negociar uma saída. O que não podemos e nem faremos é nos esconder.
O sr. vê possibilidade do Remo voltar a disputar pelo menos a série C do Brasileiro?
MACEDO - Claro. O Clube do Remo é um clube de massa. O retorno à elite do futebol brasileiro depende apenas de uma gestão séria e competente. Em 2013 seria uma resposta óbvia, mas não sabemos ao certo o que iremos encontrar se eleitos. A atual gestão está fazendo contratações em massa mais uma vez, não conhecemos os critérios adotados, e, temos informações que esses jogadores estão sendo trazidos pelo mesmo empresário. Isso é extremamente preocupante.
Quais suas propostas para o futebol profissional e para as categorias de base do Remo?
MACEDO - Quando se fala em futebol deve-se entendê-lo como um todo. O futebol de base, como o nome já diz, é a base do time principal. Precisamos valorizar as categorias de base do clube. Temos que interromper o processo de sucateamento que ocorreu nos últimos dois anos. Nesse período, a exemplo do futebol profissional, as categorias de base azulinas não ganharam nenhuma competição. Ao invés de contratarmos jogadores em final de carreira devemos dar oportunidade aos jovens talentos que temos no Clube. Na minha época esses talentos eram chamados "prata da casa", hoje são diamantes brutos em busca de lapidação. A saída da crise está nas categorias de base.
O sr. planeja projetos especiais para o clube?
MACEDO - A construção do tão sonhado CT. Mas sem venda de patrimônio. Estamos estudando possibilidades que irão viabilizar a realização desse anseio azulino.
Como o sr. vê a situação atual do Remo?
MACEDO - Preocupante. Mas tem solução. Sabemos que a gestão atual foi bem intencionada, mas a verdade é que não conseguiu o resultado esperado e afundou o Clube ainda mais. A falta de planejamento e a administração amadora comprometem a atual gestão. Outro fator que dificulta a situação é que a diretoria atual age como se a eleição estivesse ganha, fazendo contratações e antecipando verbas de patrocínio à revelia dos outros candidatos ao pleito. Quem assumir o Leão Azul em 2013 encontrará dívidas astronômicas e falta de receita por antecipação das mesmas. Apostamos no bom senso do Conselho que saberá fazer a escolha certa.
O Remo tem uma grande e apaixonada torcida. Como transformar isso em recursos para reerguer o clube e voltar a um lugar de destaque no futebol brasileiro?
MACEDO - Em primeiro lugar não acreditamos na prática tão enraizada de “passar o pires”. Não temos intenção de pedir dinheiro à torcida, mas esperamos que os torcedores ajudem de outras formas: frequentando mais os estádios, adquirindo produtos originais do clube nas lojas licenciadas e na internet, adquirindo títulos de sócio do clube e pagando as mensalidades em dia. Vale à pena lembrar que se formos eleitos vamos devolver o clube aos sócios e teremos eleições diretas. Esse é um dos grandes compromissos de campanha.
Desde quando o sr. está no Remo?
MACEDO - Há 50 anos participo da vida do clube. Passei afastado nos últimos vinte anos por motivos de ordem pessoal. Nesse período acompanhei como torcedor a derrocada de meu time de coração. Hoje, aposentado, tenho o tempo disponível para desempenhar satisfatoriamente a função, pois considero que a tarefa de ser presidente de um grande clube como o Remo não pode ser um hobby.
(Cláudio Darwich/DOL)
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