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ESPORTE PARÁ

2012 foi um ano marcado por atuações ruins no Pará

O ano de 2012 foi dramático para o Clube do Remo. No primeiro semestre um Mapará remoso deu pesadelos e calafrios no fenômeno azul. Meses depois um inofensivo Mixto azedou na boca da torcida e deixou todo mundo com dor de barriga no final do ano. O que há

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O ano de 2012 foi dramático para o Clube do Remo. No primeiro semestre um Mapará remoso deu pesadelos e calafrios no fenômeno azul. Meses depois um inofensivo Mixto azedou na boca da torcida e deixou todo mundo com dor de barriga no final do ano. O que há de comum entre estes dois momentos trágicos? Muito. A quantidade de contratações do Clube do Remo nesta temporada desafiou a capacidade de cronistas e torcedores fanáticos decorarem nome de jogador. Mais de 60! E haja oferenda rejeitada!

O estudante de direito Flávio Von Grapp, 24 anos, não perdoa de jeito nenhum o atacante Marciano. “Aquele pênalti que ele perdeu contra o Cametá, que poderia ter empatado o jogo... égua bicho, não perdoei aquilo”. Flávio lembra que em seguida deu de presente de aniversário pra sua mãe um ingresso para o jogo final, mas diante da decepção ao final e tristeza da sua mãe, resolveu não voltar mais a campo. “Esse ano foi cruel, depois disso só no radinho. Se não tivesse perdido aquele penal...” se lamenta.

Já o programador Cláudio Coutinho, 23 anos, cita uma duplinha que não rendeu muitos lances dentro de campo. “Ávalos e Mendes. Acho que não tem discussão, foram as duas piores contratações do ano” ele cita. Com idade avançada, o zagueiro e o atacante geraram desconfiança desde o começo. Ávalos pretendia se aposentar para virar atleta de Showball e Mendes, virou motivo de piada, por pedir a sua contratação para o próximo time que o técnico Edson Gaúcho assumisse... e foi contratado tão logo ele chegou ao Remo. Mendes fez um gol em toda Série D, Ávalos teve algumas partidas vexatórias, ficou marcado pela furada no gol do Mixto que eliminou o Remo na série D.

Fora de campo, ambos foram testemunhas um na ação do outro contra o Remo exigindo mais de 120 mil reais cada um.

O dia 8 de dezembro é uma data especial para adeptos da umbanda, candomblé e diversas religiões de matriz africana. A data marca a festividade do Dia de Iemanjá, orixá que representa a Rainha do Mar para os seguidores dessas religiões. As festividades do dia envolvem um ritual chamado “oferenda para iemanjá” onde os fiéis atiram flores nas praias enquanto a água das ondas volta para o mar, em agradecimento às conquistas do ano e pedido de melhor sorte e felicidade.

As flores devem ser atiradas enquanto as ondas estão voltando para que o mar as leve até Iemanjá, do contrário as ondas empurrarão as oferendas para a areia e elas só ficarão por lá, sem homenagear a ninguém. Alguns atletas com passagem por Remo e Paysandu nesta temporada tiveram esse mesmo perfil das oferendas mal atiradas. Chegaram aos clubes com pinta de boas ideias, e bonitas apostas... Mas acabaram entulhando na areia, irritando torcedores e até a diretoria de seus clubes.

Oferendas rejeitadas de 2012, voltem pro mar! As praias do futebol paraense viram muita oferta recusada por Iemanjá entulhando nossos bancos de areia nesta temporada. E que as águas de 2013 as conduzam, pelo menos, para uma praia mais distante das nossas. Vamos relembrar algumas contratações que as torcidas azulina e bicolor gostariam de ter atirado aos mares, durante suas passagens pelo nosso futebol.

PISADA NA BOLA

A temporada 2012 para o Paysandu vai ficar marcada como a temporada do acesso bicolor após longo inverno na Série C, e como o ano em que pela primeira vez o time conseguiu passar da segunda-fase da Copa do Brasil. Lecheva e os meninos da Curuzu fizeram um trabalho competente, mas que a diretoria não quis ajudar, não quis! O primeiro semestre nem ficou tão marcado pelas oferendas rejeitadas. Mas uma merecia essa alcunha com louvor. Adriano Magrão, o artilheiro que veio pra resolver!
Em 12 partidas, conquistou o espantoso número de um gol marcado, o que lhe rendeu homenagens da torcida bicolor em forma de vaias e uma temporada no banco de reservas. O cartunista e jornalista Paulo Emmanuel, 47, definiu com as seguintes palavras o atleta “O Magrão é o típico atacante que os comentaristas chamam de pivô. Quer ser pivô? Ou vai jogar basquete ou vira dente! No futebol, centroavante tem que fazer gol por função e obrigação!”, ele define.

O segundo semestre ficou marcado pela “Barca do Davino”. Um grupo de jogadores que vieram para atuar com o técnico e não tiveram vida longa após sua saía, como o volante Fabinho e o lateral direito Regis. O mais marcante entre eles foi o meia Alex William, que após uma grande exibição na vitória por 3x0 no Re-Pa amistoso pré-brasileirão, foi tido como um jogador cerebral e diferenciado para o meio campo. Tá certo que sofreu uma lesão séria, mas o que se viu depois disso foi um jogador que esquentava o banco sem muita preocupação e que pegou o beco tão logo o professor Givanildo chamou pra um papo e perguntou “Vem cá, você veio aqui pra jogar ou não?”.

(Diário do Pará)

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