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ESPORTE PARÁ

Dupla Re-Pa em rotas diferentes

O ano de 2012 acabou para o futebol paraense com a última rodada da primeira fase do Parazão. Quando a bola voltar a rolar, já será na temporada 2013. Não demorará muito mais que um mês até que nossos times retomem atividade. Apesar do período de pausa se

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O ano de 2012 acabou para o futebol paraense com a última rodada da primeira fase do Parazão. Quando a bola voltar a rolar, já será na temporada 2013. Não demorará muito mais que um mês até que nossos times retomem atividade. Apesar do período de pausa ser abreviado, quando as atividades voltarem, muita coisa será diferente nos titãs Remo e Paysandu.

Nos arraiais alviazuis, tudo é festa. Após difíceis seis anos, o time conquistou o passaporte de volta à Série B. Nos bastidores, o clima também é de mudança. Pela primeira vez em quase 40 anos a chapa de oposição à direção bicolor venceu as eleições, trazendo uma série de mentes novas ao comando do Paysandu e sendo liderados por um dos principais ídolos bicolores nas últimas décadas – Vandick, o artilheiro da conquista da Copa dos Campeões. Em uma divisão superior, com investimentos maiores e com mentes mais arejadas, o Paysandu nesse momento parece exalar renovação e novidade em relação a si mesmo nos últimos anos.

Já o Clube do Remo vive momentos de tensão. Mais uma vez sem divisão confirmada e caminhando para seu quinto ano sem conquistas no futebol. Mas talvez mais feio que isso tenha sido a briga entre direção do clube e torcida. Torcedores fizeram abaixo assinado pedindo a aprovação de um novo estatuto e eleições diretas no clube de Periçá. Tudo que conseguiram era que seu protesto fosse lido pelo Condel sem maiores comoções. Um estatuto antigo regeu as eleições indiretas e Sérgio Cabeça, embora não fosse nome muito quisto pelos torcedores por sua gestão de poucos êxitos, tornou-se o primeiro presidente reeleito no Remo em 18 anos.

Roberto Macedo, opositor de Cabeça nas eleições azulinas comentou durante sua campanha à presidência do clube que se preocupa com a distância que se abre em relação ao seu principal rival. “Todo ano o Remo diminui um pouco, há dez anos” ele definiu. Mas qual será o real paralelo entre a situação das instituições Clube do Remo e Paysandu Sport Club? Em busca dessa resposta procuramos traçar um raio-x de como se encontram os titãs do futebol paraense.

(Diário do Pará)

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