Durante os seis anos que o Paysandu ficou de fora da Série B, muita coisa aconteceu no futebol. De volta à Segunda Divisão, os motivos para comemorar residem muito além de um degrau abaixo da elite nacional, e entre as novidades está a alavancada financeira que o Papão vai experimentar em 2013.
Tudo porque, a Série B traz algumas benesses até então desacostumadas aos cofres bicolores. Há um contrato de exclusividade entre a CBF e uma emissora de televisão, que, por garantia, repassou aos clubes, só em 2012, uma cota bruta de R$ 2 milhões, divididas em oito partes, totalizando somente por ter alguns de seus jogos transmitidos, cerca de R$ 225 mil mensais.
Além disso, a Confederação Brasileira de Futebol já garantia aos times da Série C o custeio de viagens, transporte e hospedagem. Se contarmos os patrocinadores individuais, a conta chega facilmente num valor bruto beirando os R$ 400 mil. Com todas as vantagens, é inaceitável que um clube do porte do Paysandu não consiga formar um elenco de qualidade, tendo por trás disso tudo a Fiel Bicolor como principal motivadora para a disputa do título.
O Paysandu, no entanto, foi obrigado a passar por cima de todos os contratempos na Série C, como cotas de patrocínios bloqueadas pela justiça, ameaças de leilão da sede, premiações por vitórias, circunstâncias que lhe posicionavam numa incômoda ‘sinuca de bico’, envolvendo jogadores e funcionários. Os salários atrasados por pouco não custam o acesso, caso não fosse os esforços da comissão técnica em unir o plantel contra as crises extracampo. Em 2013, tudo poderá ser diferente.
(Diário do Pará)
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