Na manhã de hoje, às 11 horas, na sala da 6ª vara do Tribunal Regional do Trabalho, a sede social do Paysandu deveria ir a leilão em causa movida pelos ex-jogadores do clube Jobson e Arinelson, que requerem na justiça um valor total de R$ 5,4 milhões, dividida em R$ 3,6 milhões e R$ 1,8 milhão, respectivamente.
Após algumas tentativas de acordo com o advogado de defesa dos jogadores, todas em vão, a nova diretoria jurídica do clube conseguiu um mandado de segurança impedindo o leilão do imóvel até uma nova apreciação das últimas petições, não analisadas desde o mês de outubro pelo juiz designado ao caso.
“O mandado de segurança foi a última medida que nós conseguimos encontrar para salvar esse bem que pertence não só ao Paysandu, mas a toda sociedade. O Paysandu vinha, por meio do Dr. Francisco Fidélis, peticionando nos autos, requerendo a suspensão do leilão, só que as petições não vinham sendo analisadas nos seus fundamentos”, afirma o advogado Marcio Tuma, membro do departamento jurídico do clube. Segundo ele, essas petições traziam consigo justificativas que pudessem perfeitamente adiar o cumprimento da sentença, às vésperas de uma reviravolta financeira no clube.
“A partir dessa análise de argumentos fortes, como o depósito de R$ 200 mil para evitar o leilão passado, questões como o tombamento e outras coisas, eles precisavam ser apreciados e conseguimos a liminar suspendendo o leilão até que todos esses argumentos dos meses de outubro e novembro sejam analisados, num momento onde clube está prestes a ter uma grande visibilidade, ter mais renda, mais capacidade financeira para arcar com seus compromissos”, prossegue o advogado.
O prédio da sede social, avaliado pela justiça em R$ 11,2 milhões, já passou, só no ano de 2012, por duas tentativas de leilão, ambas sem interessados no arremate. Assim, a diretoria do Paysandu terá, a partir de agora, tempo hábil para elaborar uma nova proposta aos reclamantes.
A primeira vitória da gestão Vandick
Às pressas, a nova diretoria do Paysandu convocou uma coletiva de imprensa para comunicar o fato. Sob o comando do vice-presidente eleito, Sérgio Serra, assessorado pelos advogados do departamento jurídico, Márcio Tuma, Alberto Maia e Antônio Maciel, a imprensa ouviu atentamente os detalhes da ação, encarada pelos diretores como a primeira grande vitória da gestão que inicia oficialmente a partir do dia cinco de janeiro.
“O mandado representa, num primeiro momento, o adiamento do leilão, que estava previsto para ocorrer nesta semana, e também é relevante porque nos permite dentro de um planejamento financeiro, termos tempo de avaliar como honrar os compromissos e quitar o que for possível já em 2013”, ressaltou o vice-presidente eleito, Sérgio Serra.
A decisão da justiça foi comemorada, muito em parte, porque o advogado de defesa dos atletas, Henrique Lobato, sequer respondeu às tentativas de acordo para suspender a hasta pública, fato que obrigou os diretores a optarem pela via judicial mais radical, que traz ao clube segurança suficiente para estudar minuciosamente o caso.
“Diversas vezes mantive contato com o Dr. Henrique, advogado dos reclamantes, pedindo a possibilidade de em comum acordo adiar o leilão e que nos desse até o dia 30 de janeiro, um prazo para que a gente pudesse numa audiência de conciliação junto à juíza da 6ª vara, oferecer uma proposta de acordo para cumprir com as obrigações trabalhistas”, admite Alberto Maia, reiterando a decisão como uma obrigação do corpo jurídico.
“Diante do silêncio do advogado, outra alternativa não restou, a não ser impetrarmos um mandado de segurança, que foi impetrado e distribuído ao desembargador plantonista, Francisco Sé, que nos concedeu uma liminar suspendendo o leilão até apreciações de alguns pedidos que foram pleiteados nessa ação”, completa.
(Diário do Pará)
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