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ESPORTE PARÁ

Falta profissionalização para segurar os atletas

No Clube do Remo, o vice-presidente do futebol amador Ulisses Oliveira reconhece que há um problema de aliciamento de atletas. “Cerca de cinco atletas da nossa delegação que vão à Copa São Paulo estão sofrendo assédio direto de empresários”, diz ele

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No Clube do Remo, o vice-presidente do futebol amador Ulisses Oliveira reconhece que há um problema de aliciamento de atletas. “Cerca de cinco atletas da nossa delegação que vão à Copa São Paulo estão sofrendo assédio direto de empresários”, diz ele, que coordena um total de 100 atletas nas divisões de base azulinas.

Ulisses considera que o problema é sério e de difícil resolução e aponta a assinatura de contratos profissionais com os atletas como uma saída para proteger os jogadores (ele informa ainda que os jogadores do elenco que vão disputar a Copinha só embarcarão após assinar contratos com o clube).

Para Carlos Alberto Mancha, coordenador de divisões de base do Paysandu, o principal problema se localiza na transição para o elenco profissional. “É neste momento que o clube muitas vezes perde os jogadores, por não ter a estrutura profissional para assimilar os atletas”, diz Mancha.

Há 11 anos trabalhando no clube, Mancha gerencia um total de mais de 190 jovens e crianças nas divisões bicolores. “Não há problemas com os atletas, há problemas com o próprio clube que não prepara os mecanismos legais para segurar os atletas. A profissionalização é um problema em todos os clubes de Belém”, lamenta o coordenador bicolor.

Na Tuna Luso, encontramos o clube com maior histórico de revelação de atletas e investimento na base. “Atualmente contamos com cerca de 700 garotos jogando futebol na Tuna, desde a categoria sub-8, e temos planos para ampliar esse grupo para até 2 ou 3 mil crianças e jovens”, diz Evaldo Silva, diretor das divisões de base cruzmaltinas.

Ele lembra que o clube tenta tomar cuidado com intromissão de empresários, mas é difícil controlar o acesso de pessoas ao clube por conta do grande número de pais e parentes que circulam por lá. “Hoje os empresários procuram atletas ainda na faixa dos 14 aos 17 anos. É complicado porque é uma faixa etária onde muitas vezes o atleta não pode assinar contrato como profissional”, diz Evaldo.

O diretor cruzmaltino cita as atitudes de federalização e de contratos de ajuda de custo com os atletas jovens, mas lembra que mesmo isso não segura totalmente os jogadores.

(Diário do Pará)

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