O técnico Flávio Araújo realizou mais um treinamento tático de ataque contra defesa no Campo do União, na tarde de ontem, em Castanhal. No trabalho, o treinador forçou os jogadores da defesa. “Vamos, cada roubada de bola é um gol”, gritava ele no centro do gramado ao plantel. Tanto esforço fez até o meia Thiago Galhardo dar um susto na comissão técnica. Na metade do treinamento, o jogador caiu sentindo dores após chutar uma bola. Mas, ao final do treinamento, o próprio jogador explicou o que aconteceu.
“Eu chutei a primeira vez e a bola quase não saiu do lugar. Aí percebi que estava com a perna pesada. Fui chutar mais forte e senti uma dor, mas isso é só cansaço muscular. Eu nunca tive histórico de lesão, então, isso não preocupa nem para o coleti vo de amanhã (hoje)”, brincou. Galhardo é um dos jogadores que vem carregando a responsabilidade de ser o homem central do meio de campo azulino. “Eu assumo essa responsabilidade, mas o torcedor precisa saber também que não depende só de mim”, ressalta, sem esquecer outra preocupação. “O único medo são as chuvas, para o campo não ficar pesado. O meu futebol não é para lama”, avisa.
Mas, a reclamação a respeito de campos pesados não é exclusividade do possível camisa 10 do Leão em 2013. A queixa é de muitos, já que gramados nessas condições trazem problemas. “Início de trabalho em uma pré-temporada, isso é normal: dores musculares. Mas, existem alguns casos que você precisa de atenção maior, como é o caso do Walber. Os outros, servem apenas como forma de poupar”, explicou Jorge Silva. O atacante Fábio Paulista e o meia Edilsinho são duas outras vítimas desse tipo de gramados. Ontem, ambos apenas deram voltas ao redor do campo.
(Diário do Pará)
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