Mesmo sem estar pronto, oficialmente, o Paysandu Sport Club é o primeiro time da região Norte do País a ter um centro de treinamentos. Um contrato em sistema de comodato, com validade de 50 anos, foi firmado entre a diretoria do Papão e a família Aguilera, em sociedade com o empresário Hamilton Ramos. O sítio tem uma área de 40.000 m², e está situado em Benfica, na região metropolitana de Belém.
De acordo com o contrato assinado entre as partes, o Paysandu assume a propriedade com a finalidade de construir o seu CT, mas amarra ao contrato uma condição: de que o clube honre seus compromissos com a justiça trabalhista. Após isso, o imóvel, já dotado de estrutura, será doado definitivamente ao Papão. Depois da assinatura, a diretoria espera que dentro de quatro meses o projeto já esteja pronto para a execução, feita em módulos.
“Uma das principais carências do Paysandu e o grande sonho da torcida bicolor é a construção de um CT. Hoje estamos aqui assinando um contrato de comodato com a família Aguilera, e nesse contrato, é bom que se diga, que assim que as obras tiveram sido concluídas, o terreno será doado definitivamente para o Paysandu. Isso não foi muito explorado, mas consta no contrato”, disse o presidente, sem esquecer que há contrapartidas a serem cumpridas pelo clube, como ressaltou o empresário Raul Aguilera.
“Enquanto o Paysandu tiver dívida trabalhista, esse contrato estará vigente. Mesmo com a dívida, o contrato é simbólico e o amarra em um pagamento mínimo, como se fosse um aluguel de R$ 100,00, por exemplo, além do IPTU. É só para manter a palavra. Na hora que a dívida for quitada, o imóvel passa imediatamente para o Paysandu”, assegura.
Estrutura inicial já dá um caldo
O terreno fica localizado em uma região basicamente composta de propriedades rurais. E como as demais, o sítio Aguilera – que depois de pronto será batizado Centro de Treinamento Raul Aguilera -, possui campo de futebol, pequeno alojamento, piscina, vestiário e uma extensa área a ser construída. Mesmo sem um projeto em mãos, já existe uma expectativa mínima para que o clube possa desenvolver suas atividades com o futebol profissional e categorias de base.
“Se o Paysandu quiser treinar hoje, já pode, pois temos um campo, uma piscina, mas ainda não é o ideal. Estamos trazendo a família Couceiro, que será responsável pela elaboração do projeto, e quando este estiver pronto nós diremos a data de início e conclusão das obras. Deveremos ter quatro campos, um para o profissional e três para as categorias de base, em um desses campos a ideia é construir inclusive uma arquibancada”, assegura Vandick.
O engenheiro Tony Couceiro, recrutado para dar forma ao sonho bicolor, juntamente com outros profissionais, acha importante ressaltar que o projeto talvez possa ser alongado, devido às necessidades financeiras do clube, mas que todo o seu conteúdo será elaborado dentro das necessidades do Paysandu.
“Nós estamos recebendo oficialmente hoje (sábado) a área, e a partir de agora vamos trabalhar estreitamente com todos os setores do clube. Na verdade, o pensamento é fazer o projeto completo que valha tanto para a base, quanto ao profissional. Um projeto que contemple toda a parte médica, nutricional, hotel e os campos de treinamento”, destaca.
Entre quatro e seis meses as obras devem iniciar. “São vários arquitetos e engenheiros. Os projetos estão todos contemplados: arquitetônico, elétrico, hidráulico, drenagem, paisagismo, informação”, encerra Tony.
E MAIS...
Dinheiro no bolso!
As boas notícias no Paysandu parecem surgir de todos os cantos. Depois do anúncio da construção do centro de treinamento, além da goleada de 6 a 2 imposta sobre o Águia, os jogadores estão sorrindo para as paredes. A diretoria já realizou o pagamento dos vencimentos referentes ao mês de janeiro. O pagamento adiantado deve ser repetido nos demais meses, e de acordo com as pretensões da diretoria, no mais tardar dia 25 do mês vigente.
(Diário do Pará)
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