Depois de ter sido advertido pelas últimas atuações em que o Paysandu acabou levando gol justamente pela direita, o lateral-direito Yago Pikachu, em entrevista coletiva, explicou como se deu a conversa entre ele o técnico Lecheva, que teceu alguns comentários em cima de erros, vistos pelo técnico como simples, e que, apesar de eventuais críticas, está consciente de suas atribuições no time alviceleste.“
Ele fala para a gente ter um pouquinho mais de tranquilidade na hora de definir a marcação. Ele sempre alerta que nos contra-ataques não é aconselhável dar o bote, porque o risco de ser driblado é maior”, explica o atleta. Ainda contra a Tuna, no lance da penalidade convertida por Yago, a comemoração discreta, segundo ele, aconteceu muito mais por uma questão pessoal do que propriamente relacionada às cobranças da torcida.
“Eu falei comigo mesmo, na hora do pênalti, que se fizesse o gol eu não iria comemorar, mas não é nada contra a torcida. Graças a Deus ela está do meu lado, me apoia em tudo. Eu não estava feliz naquele momento, acho que pela partida que estava fazendo. Eu mesmo me cobrei muito, então isso eu fiz só por mim”, esclarece.
Em suma, pode-se dizer que o lateral, vindo de uma recente “lua de mel” com a torcida, após a conquista do acesso, continua confiante com o desempenho do time e tem ao seu lado não somente Lecheva e toda comissão a técnica, mas também a Fiel, que o elevou à condição rápida de ídolo. Agora, vale lembrar, segundo o próprio, que é humanamente difícil exercer todas as funções de maneira simultânea. “Não dá para atacar e defender ao mesmo tempo. Se reparar na hora do gol, eu estava batendo escanteio, mas a cobrança vem do lado onde a gente sofreu o gol”, conclui.
Pressão não atrapalha os atacantes
Poucas pessoas têm a possibilidade de sentir na pele a sensação de ser atacante em um time grande. Se jogar em várzea, na travinha da rua ou na quadra da escola já requer boa dose de frieza para aturar as constantes “encarnações” por um gol perdido, o que dirá quando 40 mil pessoas gritam e cobram aquele atacante que mandou a redonda para o espaço?
O Paysandu não sofria tanto desse mal, pois três de seus atacantes têm sido destaque nos últimos jogos. O maior deles foi para Rafael Oliveira autor de cinco, dos 16 marcados até aqui. Depois dele aparecem João Neto, com quatro, e Iarley, com apenas um gol, porém marcado diante do maior rival, numa estreia apoteótica que o jogou de imediato nos braços da torcida. Porém, contra a Tuna Luso, a história foi diferente: gols perdidos que se transformam em cobranças.
“Eu já tive momentos bons e momentos ruins. Graças a Deus voltei a fazer gols e não quero parar. Por isso em todo jogo dou o melhor, sem ligar para o que vem de fora e pensando unicamente em colocar a bola no gol”, opina Rafael Oliveira, que não vê a cobrança como um problema, mas sim um anseio natural da torcida, mas que não pode influenciar no psicológico. “O que vem de fora por mim vai continuar assim. O que importa é dentro de mim, e sei que estou apto. Se vivo do futebol tenho que estar preparado para tudo o que vir”, dispara.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar