A vitória no primeiro jogo por 2 a 0 deu ao Paysandu a melhor situação na fase semifinal do primeiro turno. Essa vantagem, de acordo com o técnico Lecheva, não será o artifício principal a ser usado na Curuzu, sobretudo porque o elenco mostrou no decorrer do campeonato que não precisa se trancar na defesa para conseguir um resultado. Ao contrário! Em todos os jogos, a torcida viu um time ofensivo, que tende a manter o ritmo do jogo.
“Primeiro é nem pensar na vantagem. Estamos jogando em casa, então vamos entrar pra buscar a vitória em respeito ao nosso torcedor, que não vai pra ver um time acolhido, encostado nessa vantagem. Mas em determinados momentos, se tivermos que fazer valer a vantagem, vamos fazer, mas não é esse o nosso objetivo”, dispara o técnico, que acredita na sobrecarga na marcação adversária como ponto forte dos bicolores.
“Eles vieram da maneira que nós achávamos. Acho que eles não esperavam que nós fôssemos sair para atacá-los, como fizemos desde o início do jogo. Isso foi uma proposta acordada com os jogadores, não aceitar a pressão que normalmente o time da casa faz. A prova disso é que até os 15 minutos, chegamos ao gol umas três vezes, isso demonstrou o que pretendíamos no jogo”, relembra.
E com a volta de Capanema, resta a dúvida da outra vaga e qual critério deve ser adotado. Ao que tudo indica, Billy é o nome mais apropriado, pelo menos no que diz respeito as características pretendida pelo técnico. “Ainda estamos analisando se entra o Billy ou o Thiago, que já jogou algumas vezes ali, é um jogador mais de marcação, mas a nossa maneira de jogar não vai mudar muito”, conclui.
E o primeiro finalista é o...
Sem tempo a perder, Paysandu e São Francisco encontram-se novamente para mais uma partida da semifinal do 1º turno do Campeonato Paraense. Os bicolores, agora na condição de donos da casa, usufruem da vantagem de poder perder por até dois gols, que mesmo assim garantem vaga na final. O favoritismo, porém, é uma possibilidade que entre os atletas não é cogitada, haja vista que o Leão Santareno tem um retrospecto positivo fora de casa.
Na primeira partida, contudo, só uma das equipes se portou de maneira esperada. O Paysandu dominou o jogo quase por completo. Arriscou mais, se lançou à frente com mais frequência e colheu os louros da vitória, enquanto o adversário apresentou um futebol fraco, que decepcionou a torcida mocoronga. Aliás, a decepção maior, na opinião dos times, foi a arbitragem do aspirante à Fifa, Dewson Freitas, mas o passado ficou para trás e o momento é outro.
O Papão tem algumas baixas, principalmente no meio-campo. Sem o capitão Vanderson e Esdras, ambos suspensos, o técnico Lecheva encontra consolo no retorno de Ricardo Capanema, mas ainda tem dúvida quanto a outra vaga, entre o zagueiro Thiago Costa e o volante Billy. O restante da onzena deve ser mantida, e caso haja alteração, como de praxe, Lecheva só deve anunciar minutos antes do jogo.
Se jogando fora de casa o Paysandu conseguiu ser eficiente, pegando de surpresa a retaguarda franciscana, o mais provável, sem exageros, seria manter o sistema ofensivo. Esse prognóstico tático, além de abrir mais chances de gols, se torna positivo por desviar dos jogadores o temido já ganhou, que inclusive teve consequência contra o próprio time em jogos passados.
Também há problemas na escalação do São Francisco. O treinador Osvaldo Monte Alegre vem sem dois titulares, o zagueiro Aldair e o lateral-esquerdo Jakinha, responsável por boa parte das investidas da equipe no setor de ataque. Sem eles, o sistema do São Francisco, além de fragilizado, pede à sorte que traga bons ventos e os levem de volta à Santarém.
(Diário do Pará)
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