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ESPORTE PARÁ

Promotor elogia proibição às torcidas organizadas

A violência nos estádios, principalmente envolvendo as torcidas organizadas, é um problema que desafia os órgãos de segurança. “Combater a violência nos estádios e assegurar a segurança do torcedor é um trabalho contínuo, não se encerra em uma ação isolad

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A violência nos estádios, principalmente envolvendo as torcidas organizadas, é um problema que desafia os órgãos de segurança. “Combater a violência nos estádios e assegurar a segurança do torcedor é um trabalho contínuo, não se encerra em uma ação isolada”, define o promotor de justiça Domingos Sávio, do Ministério Público Estadual.

Sávio, há alguns anos, tem se envolvido com as questões referentes à aplicação da lei do Estatuto do Torcedor. O promotor avalia que, apesar dos progressos nos últimos anos, ainda há falhas, por exemplo, no processo de planejamento de grandes eventos. “O último Re-Pa foi bastante ruim em termos de organização”. Ele enumera problemas no trânsito e catracas que acabaram resultando em confusão entre torcidas e acredita que a instalação dos Juizados Especiais do Torcedor (JET) nos arredores do estádio Mangueirão podem representar um passo significativo nas questões de justiça que margeiam o esporte.

O promotor explica que os JETs vão iniciar os procedimentos legais para casos de abusos do direito do torcedor registrados no local antes, durante ou após os grandes jogos. Com isso, comenta Domingos, “devemos evitar alguns desencontros que ocorriam na entrega das demandas da Polícia Militar para a Civil, após ocorrências nos estádios. Às vezes, os policiais militares prendiam pessoas por vandalismo, mas ao chegar na Polícia Civil, por falta de informação, eles eram liberados”.

O promotor vê positivamente também a medida anunciada pela Polícia Militar na última sexta-feira, que estabelece o impedimento de cinco torcidas organizadas de Remo e Paysandu de frequentarem os estádios, já a partir da rodada deste final de semana. “No caso da ‘Torcida Bicolor’ e ‘Remista’ o impedimento vem à execução de sentença anterior. Como as torcidas são sucessoras das extintas Terror Bicolor e Remoçada, a proibição vem ao encontro da determinação legal que elas não frequentem estádios” assevera Domingos Sávio.

No caso das torcidas Piratas Azulinos e Pavilhão 6, do Remo e Facção Jovem Bicolor, do Paysandu, o promotor apresenta o caso em outra situação. “O Ministério Público apurou o envolvimento dessas organizadas nas confusões registradas no último Re-Pa e a medida veio de forma cautelar” explica. Domingos diz que os debates com as forças de segurança e pesquisas sobre a atividade dessas torcidas vão determinar se elas irão sofrer o mesmo processo de extinção que Terror Bicolor e Remoçada. “Se a violência continuar, o caminho será esse” explica.

(Diário do Pará)

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