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ESPORTE PARÁ

Artilheiros não repetirão gestos de torcidas

Os jogos de volta da semifinais da Taça Cidade de Belém foram precedidos de uma nota emitida pela Policia Militar dando conta da proibição de frequentar estádios a cinco torcidas organizadas, as azulinas Remista, Piratas Azulinos e Pavilhão 6 e as bicolor

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Os jogos de volta da semifinais da Taça Cidade de Belém foram precedidos de uma nota emitida pela Policia Militar dando conta da proibição de frequentar estádios a cinco torcidas organizadas, as azulinas Remista, Piratas Azulinos e Pavilhão 6 e as bicolores Torcida Bicolor e Facção Jovem Bicolor.

Por conta desse retrospecto, chamou particular atenção a comemoração de gol de Rafael Oliveira, fazendo gesto alusivo à extinta Terror Bicolor, e à saudação de Paulista, enquanto era substituído, fazendo gesto alusivo à extinta Remoçada.

Procurados pela reportagem, os atacantes protagonistas dos lances polêmicos deram declarações afirmando que a intenção nas comemorações não era gerar polêmica. Tanto Rafael Oliveira quanto Paulista afirmaram que o gesto nas comemorações foi apenas para “dar moral pra torcida”. “Pra mim era normal comemorar os gols dessa forma, o torcedor sempre se empolgou. Não foi pra estimular a violência” comentou o artilheiro bicolor. “Não consigo entender o risco de repetir esse gesto, mas, se a justiça acredita que será melhor para reduzir a violência, vou procurar não repetir”, disse Paulista.

No que depender do diretor da Polícia Militar do Pará, coronel Salomão Salim, essas cenas não se repetirão. “Estamos com um grupo de policiais posicionados ao lado do campo de jogo observando qualquer tipo de alusão às torcidas extintas e fazer a ocorrência, se necessário” afirmou o dirigente da policia.

Salim relembra que, por determinação legal, qualquer forma de alusão às entidades extintas, estava proibida para os torcedores, e isso já era conhecido. “Se era de conhecimento do torcedor que não poderia imitar esses gestos, os jogadores deviam se concientizar que também era proibido pra eles” lamenta Salim. O coronel afirma que a polícia preferiu, num primeiro momento, alertar os clubes para que estes repassassem aos seus jogadores a proibição.

(Diário do Pará)

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