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ESPORTE PARÁ

Iarley deve, enfim, começar jogando no Papão

Durante o último treino coletivo do Paysandu, realizado no campo do Kasa na manhã de ontem, novamente o técnico Lecheva fez uso de algumas improvisações táticas, até aqui não utilizadas no campeonato. Mas a maior expectativa, sem dúvida, gira em torno da

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Durante o último treino coletivo do Paysandu, realizado no campo do Kasa na manhã de ontem, novamente o técnico Lecheva fez uso de algumas improvisações táticas, até aqui não utilizadas no campeonato. Mas a maior expectativa, sem dúvida, gira em torno da possível estreia do atacante Iarley, mais uma vez utilizado na composição titular do ataque bicolor.

No primeiro coletivo da semana, Lecheva já acenava com a possibilidade, mas depois do atacante Rafael Oliveira ter se queixado de dores na região posterior da coxa esquerda, as chances ficaram cada vez mais evidentes, fato que agrada Iarley e redobra a responsabilidade, caso as previsões se confirmem.

“Eu vinha trabalhando para isso, para entrar no momento certo. Os meninos do nosso ataque estão muito bem, mas agora é decisão e foi depositada a confiança em mim e eu tenho que retribuir. Existe uma esperança muito grande por parte da torcida, do elenco e eu sei disso. Vou tentar, sem dúvida nenhuma, dar a minha contribuição ao time”, salienta.

A confiança exalada na entrevista coletiva reflete o bom momento da preparação e o voto de confiança ofertado pelo próprio técnico. “Pelos dois coletivos, pela conversa que tive com ele, acho que não tem mais mistério. Não adianta a gente querer enganar ninguém. Eu venho me preparando para esse momento. Agradeço muito ao Lecheva por confiar, por saber que posso ser importante nesse momento”.

Já o técnico, por sua vez, prefere não confirmar a entrada imediata do jogador, mas assegura que, se for necessário, Iarley poderá ser uma boa peça para furar o bloqueio defensivo do Leão Azul. “Preciso aguarda a situação do Rafael Oliveira, que se recupera de uma lesão. Estamos fazendo algumas experiências no time e o Iarley já jogou de atacante, mas o time não está definido”, garante.

VIROSE

Eduardo Ramos está sendo monitorado e sua escalação ainda é dúvida artilheiro e maestro não treinaram

Depois da dúvida levantada sobre a entrada de Rafael Oliveira, no ataque bicolor, agora foi a vez do maestro do time, Eduardo Ramos, deixar no ar uma pequena interrogação na torcida. Durante o coletivo, na manhã de ontem, os dois atletas foram as ausências mais sentidas. O meia armador foi diagnosticado com um quadro de virose e passou a manhã sendo medicado.

De acordo com os médicos do Paysandu, Wilson Fiel e Eduardo Freire, o quadro do atleta não apresenta maiores riscos de desfalque. Contudo, para evitar desgaste ou agravamento da enfermidade, a melhor decisão foi mantê-lo afastado do trabalho de sexta-feira, mas sem precipitar qualquer decisão.

No lugar dele, Lecheva voltou a escalar Gaibu no meio-campo, ao lado de Djalma, mas a impressão deixada pelo técnico é que Ramos ainda tornou-se peça indispensável na armação. “Houve um quadro inicial de gripe, mas ainda temos o treino deste sábado e o dia todo até as vésperas do jogo para saber se joga ou não, mas acho que não deve ser problema”, disse.

A confiança do técnico pode inclusive ser vista na escalação dos jogadores relacionados. Na lista, constam 19 nomes e um deles poderá ser barrado, mas o comandante garantiu a presença de todos os atletas que eram dúvida, entre eles Rafael e o próprio Eduardo.

Lecheva considerou o treino de ontem bastante proveitoso

Lecheva testa formações e esquemas táticos para o clássico

A presença maciça de torcedores, no campo do Kasa, premeditava que o coletivo desta sexta-feira seria de decisões. Tudo porque o técnico Lecheva, durante a semana, dedicou atenção especial ao esquema tático dos azulinos, e por consequência, fez algumas alterações inesperadas no time, algumas delas com efeito positivo sobre os torcedores.

A maior delas, sem dúvida, é referente a entrada de Iarley no ataque, mas o trabalho reservou muito mais do que especulações, e em determinado momento o técnico solicitou à imprensa que não fizesse imagens do treino com bola parada. Só na sequência que a bola correu solta e titulares e reservas jogaram por volta de 50 minutos, com placar favorável aos reservas, por 2 a 1.

Além de Iarley no ataque, Lecheva pôs Gaibu na vaga de Ramos, e depois experimentou o 4-3-3, com a saída de Vanderson e a entrada de Héliton, como terceiro atacante. Já o volante Ricardo Capanema deixou o gramado mancando após entrada dura do próprio Héliton, quando figurava no time secundário.

Na avaliação do capitão, as repentinas mudanças pegaram até alguns jogadores de surpresa, mas, às vésperas de uma decisão valiosa, quanto mais variáveis o técnico tiver ao seu dispor, o risco de surpresas diminui, embora o jogo deva ser marcado pelo equilíbrio. “Será um jogo muito mais difícil do que o primeiro. Nós jogamos muito bem o primeiro, agora temos que jogar melhor ainda para conseguir a vitória. Quem sofre do coração pode se preparar, vai ser um confronto disputado, as duas equipes se conhecem bem, vão se estudar, mas aposto no Paysandu”, opina Vanderson.

(Diário do Pará)

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