Quando Paulo Benedito dos Santos Braga iniciou sua carreira de atleta profissional no Paysandu Sport Club, em 1955, o time estava há nove anos sem conquistar o Parazão e três títulos a menos que o clube do Remo. Dezoito anos depois, quando se aposentou, Quarentinha deixou o Paysandu com seis títulos a mais que o seu rival. “Conquistei 12 estaduais em 18 anos. Nunca passamos mais do que dois anos sem ser campeões”, relembra o ex-atleta. Craque do século do futebol paraense, Quarentinha é um dos homenageados da coleção Cards Super Bola, que o DIÁRIO DO PARÁ começa a publicar a partir do próximo domingo, e elogia o resgate à história do clube que o produto propicia.
Dono de um futebol refinado, Quarentinha conquistou respeito e admiração mesmo das torcidas adversárias e sua aura transcendeu o seu tempo. “Completam este ano 40 anos que abandonei o futebol. É uma felicidade muito grande saber que mesmo quem não me viu jogar conhece o meu trabalho. Fico feliz que os torcedores mais novos possam conhecer mais dessa história”, afirma o craque bicolor.
ARTUR
Passar uma vida ligado à imagem de um clube. Se essa é situação de fácil compreensão, em se tratando de atletas de outras épocas do futebol, causa espanto quando alguém, nos dias de hoje, declara lealdade a um clube. É o caso de Artur Oliveira, o Rei Artur, que ainda atua como técnico de futebol.
Campeão como jogador e como técnico pelo Clube do Remo, Artur afirma que, por sua identificação com o Clube de Periçá, não considera a ideia de vir a treinar o seu grande rival, o Paysandu. “Houve rumores falando do interesse do clube na minha contratação, mas nada concreto. Respeito a agremiação, mas, é uma situação que eu realmente procuraria evitar. Estou ligado até a alma com o Remo, não me sentiria à vontade estando à frente do seu maior rival”, explica o eterno ídolo azulino.
Comandante do último acesso do Remo à Série A, em 1992, e do último título estadual, já como técnico, em 2008, Artur diz se emocionar com o carinho que recebe de pessoas que não o viram jogar e espera que o projeto do Cards Super Bola apresente a história do clube aos mais jovens.
“Vejo algumas pessoas que não eram nem nascidas quando eu passei aqui pela primeira vez me abordarem e falarem do respeito que têm por mim, quando volto a Belém. Fico contente que esse projeto permita que mais pessoas conheçam essa parte importante da história do Remo”, afirma o Rei Artur.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar