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Cards relembram conquistas e goleadores

A coleção Cards Super Bola, que o Diário do Pará lançará no próximo domingo, trará imagens históricas de conquistas marcantes recentes, como o tabu de 33 jogos do Clube do Remo diante do maior rival nos anos 90 ou as conquistas da Era Givanildo com o Pays

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A coleção Cards Super Bola, que o Diário do Pará lançará no próximo domingo, trará imagens históricas de conquistas marcantes recentes, como o tabu de 33 jogos do Clube do Remo diante do maior rival nos anos 90 ou as conquistas da Era Givanildo com o Paysandu entre 2000 e 2003. A série, no entanto, também vai apresentar algumas histórias de tempos antigos, e que hoje são pouco conhecidas da torcida paraense. Uma delas é sobre o primeiro título nacional do Clube do Remo, e outra sobre o maior artilheiro de um clube notório por seus muitos artilheiros. Confira a seguir o que vem por aí:

TÍTULO AZULINO

Durante muitos anos foi motivo de provocação para o torcedor azulino ouvir dos rivais que o seu time não tinha ganho títulos nacionais. Balela. 34 anos antes da conquista da Série C, uma onzena azulina marcou seu nome na história do clube vencendo o mais importante torneio que uma equipe do Norte poderia vencer até então – a Taça Norte-Nordeste.

Em 1971, o Leão, bicampeão da Taça Norte, enfrentou o Itabaiana-SE, campeão da Taça do Nordeste, em um torneio eliminatório de duas partidas. Treinado por François Thym, o Franz, o Leão não tomou conhecimento do seu rival e após um empate por 0 a 0 fora de casa, liquidou a fatura com uma vitória por 2 a 0 no estádio Evandro Almeida, o Baenão, que estava lotado. Os dois gols foram marcados por Rubilota. Uma cena marcante dessa conquista foi ver o então recém-contratado Alcino, o “negão motora”, chorando após o primeiro gol da partida, contagiado com a emoção da torcida.

O ARTILHEIRO BENÉ

Dadá Maravilha, Marciano, Cabinho, Dadinho, Vandick, Robgol... Falar em artilheiro no Paysandu Sport Club é relembrar de uma longa linhagem de goleadores e artilheiros. Mas, num clube com tantos nomes grandes, justamente o maior deles hoje é pouco lembrado. Benedito Pinho Leme, o Bené, marcou 250 gols com a camisa bicolor em oito temporadas vestindo a camisa alviazul.

Fez duplas memoráveis no Paysandu com Rubilota durante os anos 60. A estreia de Bené na equipe bicolor, em 1966, não poderia ser mais marcante – uma vitória por 3 a 0 diante do arquirrival Clube do Remo, num jogo que quebrou uma série de 27 jogos invicto do time azulino.

O bicolor Bené é considerado o 24º jogador que mais gols fez com a camisa de um único clube, à frente de Tostão com a camisa do Cruzeiro e logo atrás de Romário com a camisa do Vasco da Gama.

(Diário do Pará)

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