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ESPORTE PARÁ

A dupla bicolor que pode ser infernal

Com a volta dos meias Eduardo Ramos e Djalma, o Paysandu ganha força no setor de armação, maior articulador de jogadas de ataque, no entanto, diante da boa performance de Alex Gaibu, contra o Águia, na última terça-feira, vem à tona aquela velha dúvida: e

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Com a volta dos meias Eduardo Ramos e Djalma, o Paysandu ganha força no setor de armação, maior articulador de jogadas de ataque, no entanto, diante da boa performance de Alex Gaibu, contra o Águia, na última terça-feira, vem à tona aquela velha dúvida: em clássico Re-Pa, como surpreender o adversário, se tratando de um jogo cauteloso e cheio de detalhes?

Na ausência da dupla, Lecheva optou por Lineker e Gaibu, autor do gol de empate contra os marabaenses aos 30 minutos do segundo tempo. O Paysandu jogou desfigurado, mas reuniu raça suficiente junto ao banco de reservas e o resultado foi comemorado. Agora, também é certo dizer que a dupla titular tem sido fundamental para a deslanchada de gols assinados pelo Papão. Como o próprio técnico tem dito. “Quem dera se todo treinador tivesse essa dor de cabeça”, afirma Lecheva.

“Ser titular sempre é bom, mas como eu friso, é preciso respeitar as decisões do técnico. Se eu for escolhido eu vou fazer o possível, claro. Mas jogador mesmo gosta de entrar como titular em qualquer circunstância”, admite Gaibu, que mesmo perdendo espaço para Djalma, não ressente a atual fase. “O Djalma é meu amigo. Eu sempre digo que não sai por deficiência, e sim por lesão e ele aproveitou a oportunidade. Converso com ele, inclusive me abraçou quando eu fiz o gol no último jogo”, acrescenta.

Por outro lado, a volta de Eduardo, dada como certa, tende a acrescentar na troca de passe e lançamentos, sobretudo pela ligação direta com o ataque, do ponto de vista técnico muito bem avaliada. “Fico feliz por voltar num momento decisivo. A expectativa em ajudar é das melhores, principalmente pela importância do jogo”, diz, dando a entender que a parceria velocidade/qualidade vai longe acrescentar. “O Djalma está numa fase muito boa, está jogando muito bem e na nossa volta espero ajudá-lo para jogar melhor”.

Atributo: o cara é bom de papo

Desde que assumiu em definitivo o cargo de técnico do Paysandu, Lecheva vem desempenhando um trabalho bem avaliado ora pela torcida, ora pela crônica esportiva. O estilo discreto, de pouca fala, porém bastante observador, fez dele o único treinador capaz de tirar o clube da difícil situação na Série C. O acesso à segunda divisão garantiu a sua permanência na equipe, mas não o livrou das naturais cobranças desde que assumiu a vaga deixada por dois vencedores no futebol paraense: Roberval Davino e Givanildo Oliveira.

E para driblá-las, Lecheva não dispensa o uso da conversa, a mesma que explicou várias vezes o motivo da não entrada de Iarley na equipe titular e agora rebate as cobranças em cima do ídolo. “Da mesma forma que quando o Rafael estava jogando, todo mundo cobrava a entrada do Iarley, que ele precisava sair. Assim como cobram do Yago, do Rodrigo, de todos os jogadores”, dispara.

No primeiro Re-Pa, os azulinos venceram por nítida superioridade tática. Já no segundo, com o placar de 1 a 1, a velha “zica” retornou ao time e um gol salvador nos minutos finais escapou a vitória das mãos bicolores. Somente no terceiro, após mudança providencial no ataque, Lecheva devolveu o placar e rebateu todas as cobranças de ser um técnico sem rodagem.

“Não existe treinador 100% unânime. Sempre vão questionar como ele arma o time porque só analisam o pós, nunca o pré. Mas o pós é fácil, diferente do pré-jogo. O dia a dia dos treinamentos me dão respaldo”, garante. E mesmo com um time armado, o técnico garante ter dúvidas circulando na mente. “O Romário , que não tinha oportunidade, foi muito bem e mostrou personalidade. O Lineker também é uma opção na lateral-esquerda”.

Definir o time principal? Nem pensar

Na véspera de encerrar a programação semanal visando o clássico de domingo, contra o Clube do Remo, o Paysandu resolveu trabalhar em casa. Ao invés de dirigir-se ao Campo do kasa, como ocorre tradicionalmente, o grupo permaneceu na Curuzu, onde foi realizado o coletivo sob o comando do técnico Lecheva. E mais uma vez a equipe titular permanecerá desconhecida até os momentos finais antes da partida.
Mesmo com a dúvida no ar, as alterações podem ser mínimas do ponto de vista tático. Além do mais, por se tratar do quarto Re-Pa deste ano, provavelmente não há muito o que esconder dos dois lados.

Dentre os titulares, o time formou com Paulo Wanzeler; Yago Pikachu, Diego Bispo, Raul e Rodrigo Alvim; Billy, Ricardo Capanema, Djalma e Eduardo Ramos; João Neto e Iarley. Em seguida, Lecheva fez algumas mudanças, como o retorno de Vanderson no lugar de Billy, Lineker na lateral-esquerda, Alex Gaibu na vaga de Djalma e Rafael Oliveira ao lado de João Neto.
O coletivo terminou 0 a 0.

Com o elenco praticamente zerado de cartões – dos titulares, apenas João Neto está pendurado – a preocupação do técnico e dos jogadores é frear um esquema tático adotado há pouco pelo adversário. Em compensação, o Papão tem em sua estrutura um conjunto mais entrosado e ofensivo, visto pelos bicolores como um ponto forte a ser explorado, sobretudo porque, de conhecimento técnico, a dupla Re-Pa vai para o quarto clássico do ano.

(Diário do Pará)

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