Caso a expectativa se concretize, até o próximo dia 21 de abril, e o Paysandu conquiste o título de Campeão Paraense de Futebol 2013, o primeiro dos objetivos da atual diretoria estará cumprido. Tudo por que o planejamento definido e encabeçado pelo presidente eleito, Vandick Lima, contempla uma verdadeira reviravolta no futebol alviceleste, a começar por uma boa exibição no certame estadual.
Oficialmente, os bicolores se farão presente em mais duas competições, a Copa do Brasil, que inicia no próximo dia 3 de abril e, na sequência, a Série B do Campeonato Brasileiro, marcada para começar em 25 de maio. Até lá, a diretoria do Papão garante que muita coisa irá mudar no ambiente de trabalho da Curuzu, principalmente no que diz respeito à estrutura física.
No presente momento, o plantel bicolor se desdobra entre vários pontos da cidade para executar atividades básicas, como treinos físicos, táticos, coletivos e musculação. Essa situação, de acordo com a diretoria do clube, está com os dias contados. Tudo porque, dentro do planejamento traçado para o primeiro ano de mandato da chapa “Novos Rumos”, o futebol deve ser contemplado com uma série de benefícios inéditos até então.
“Temos um projeto grandioso para o Paysandu, mas tudo isso precisa ser executado com calma, até porque não podemos atropelar as nossas prioridades”, afirmou recentemente Clodomir Araújo, diretor de futebol.
Também pudera, após seis longos anos amargando campanhas desastrosas na Série C do Brasileirão, a equipe do atual técnico Lecheva conseguiu livrar-se das garras tortuosas de um campeonato instável, onde a tônica, além do futebol, recai sobre as condições físicas dos atletas devido ao desgaste de viagens longas e, em alguns casos, condições de jogo precárias. Tudo isso acaba servindo de exemplo.
“Eu sei que daqui a pouco vai começar a Copa do Brasil, Série B, e eu preciso estar bem. Por isso, a minha dedicação em cada partida é como se fosse uma decisão”, assegura o meia Djalma.
Mudanças dentro e fora de campo
Antes mesmo da administração do ex-presidente Luiz Omar Pinheiro encerrar, o poder de decidir o futuro do clube já estava concentrado nas mãos do grupo de Vandck Lima. E na sede de iniciar uma nova era, começaram as primeiras movimentações para formar uma equipe forte, já de olho no Parazão. O primeiro a chegar foi o zagueiro Raul, depois vieram, Zé Carlos, Diego Bispo, Raul, Rodrigo Alvim, Esdras, Eduardo Ramos, João Neto e, por fim, o ídolo Iarley.
Apesar do investimento ter dado certo, a diretoria de futebol não pensa em parar os reforços e já anunciou a intenção de contratar para a Série B. “O nossa intenção é formar uma equipe forte para as competições nacionais que o Paysandu vai disputar, mas tudo com seu devido cuidado”, já havia alertado Clodomir. Apesar dele não confirmar, especula-se que pode haver a chegada de mais um zagueiro e um ou dois atacantes. E entre os nomes, circulam Kempes (Portuguesa), Marcelo Nicácio (Vitória) e Fábio Sanches, que atuou pelo Papão na Série C.
Além disso, a academia que o clube está erguendo, nas dependências da Curuzu, deve entrar em funcionamento ainda no mês de abril, ao mesmo tempo que o projeto do Centro de Treinamento do Paysandu, localizado em Benfica, sai do papel.
Mas para bancar os custos elevados de uma folha salarial estimada de R$ 300 a R$ 400 mil reais e investimentos maciços em infraestrutura, a diretoria tem corrido atrás de novos patrocínios para amortizar o custo elevado. Atualmente, quatro marcas estampam a camisa alviazul, além de uma fornecedora de material esportivo, que deve ser substituída pela Puma até o início da Série B.
A diretoria, no entanto, não costuma revelar valores, mas sabe-se de antemão que não será só a renda de patrocínio e dos jogos que darão o suporte financeiro necessário. Recentemente veio a Belém o executivo Julio Cesar Emmel, responsável pela implantação do programa Sócio Torcedor, no Internacional de Porto Alegre. Emmel passou um final de semana em companhia dos diretores, onde explicou, entre outras benesses, a evolução quantitativa no quadro do Colorado. Em 2001, o clube tinha apenas quatro mil associados e, 12 anos depois, já conta com mais de 100 mil sócios.
(Diário do Pará)
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