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Vandick virou mito na Curuzu

Hoje a série Cards Super Bola apresenta um dos mais importantes jogadores do futebol paraense nas últimas décadas. Vandick José de Oliveira Lima é uma prova viva do poder da perseverança. Chegou ao Paysandu durante o Campeonato Paraense de 2001, quando já

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Hoje a série Cards Super Bola apresenta um dos mais importantes jogadores do futebol paraense nas últimas décadas. Vandick José de Oliveira Lima é uma prova viva do poder da perseverança. Chegou ao Paysandu durante o Campeonato Paraense de 2001, quando já tinha 35 anos e vinha com pinta de artilheiro. Ao longo da competição, não conseguiu provar esse adjetivo e fez apenas um gol, em sua estreia, e foi banco de Albertinho e Zé Augusto. A torcida pedia sua cabeça, mas o técnico Givanildo Oliveira apostou no atleta afirmando que ele seria muito útil durante o brasileiro da série B. E foi.

Ao todo, foram 14 gols na competição. O atleta se tornou o artilheiro do Paysandu, igualou a marca estabelecida por Cacaio 10 anos antes e ainda marcou dois gols no jogo do título, a vitória por 4 a 0 diante do Avaí, na Curuzu.

De quase dispensado, a ídolo absoluto em um semestre, Vandick ganhava o coração dos torcedores também com ações fora de campo. Organizou diversas ações beneficentes e de coletas em favor de crianças do Hospital Ophir Loyola, levando consigo o resto do elenco bicolor, e mesmo o azulino, algumas vezes.

Em 2002, mais uma vez o destino o testou. Uma série de lesões o deixaram de fora do time titular bicolor, que contava com Albertinho e Valdomiro. O atacante, no entanto, chegou voando fisicamente à Copa dos Campeões, onde foi decisivo, marcando três gols na decisão contra o Cruzeiro, em inacreditável duelo em Fortaleza.

No ano seguinte, o atacante já beirando os 38 anos, não conseguiu ser imprescindível como em outros tempos. Constantemente reserva do novo ídolo Robgol, teve sua última grande chance no jogo de volta contra o Boca Juniors, na libertadores, perdida por 4x2.
“Ver 60 mil pessoas no Mangueirão, voltando a pé na cidade sem ônibus me comoveu muito. Naquele momento, senti que era hora de parar”, disse o artilheiro das decisões, que voltou a trabalhar no clube como diretor e hoje é presidente da agremiação.

(Diário do Pará)

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