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ESPORTE PARÁ

Vandick quer seis jogadores para a série B

O presidente do Paysandu e vereador de Belém, Vandick Lima, concedeu entrevista à Rádio Clube, onde falou um pouco sobre os mais diversos assuntos do universo bicolor, entre eles a semifinal do Parazão, contratações para a Série B, além, é claro, da polêm

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O presidente do Paysandu e vereador de Belém, Vandick Lima, concedeu entrevista à Rádio Clube, onde falou um pouco sobre os mais diversos assuntos do universo bicolor, entre eles a semifinal do Parazão, contratações para a Série B, além, é claro, da polêmica partida contra o Santa Cruz de Cuiarana.

P: Como o Paysandu está se preparando para a semifinal do Campeonato Paraense?

R: O Paysandu está se preparando para as semifinais, estreia na Copa do Brasil e mais para frente a gente vai pensar na Série B. Temos o Oscar Yamato, que está em São Paulo, assistindo o Campeonato Paulista e avaliando jogadores para a Série B, mas aqui o nosso grupo está focado no estadual e Copa BR. Semana passada tivemos alguns problemas no Paraense, mas esperamos que tudo se resolva.

P: Por que a diretoria do clube ficou aguardando o desenrolar da polêmica envolvendo a última partida?

R: A diretoria do Paysandu tentou decidir o problema, mas nunca foi procurada para falar do assunto. Não tinha nada a esconder e tudo que o Paysandu fez estava de acordo com os seus direitos. A partida estava marcada para o Mangueirão e na segunda foi mudada para Cametá. O Paysandu brigou para jogar em Belém, ainda mais sabendo que o Parque do Bacurau estava com o laudo vencido. O Paysandu faz tudo às claras e sempre que procurado para falar de algum assunto nós vamos nos manifestar.

P: Se o Santa Cruz pedir uma nova partida, qual será a posição do Paysandu?

R: O Paysandu concentrou, gastou, foi a campo, o juiz foi e o nosso adversário não compareceu. O Paysandu entende que ganhou o jogo por W.O. Eu nunca tinha visto um W.O e eu presenciei lá. Por isso entendemos que esse jogo já está no passado e estamos de olho na semifinal.

P: A diretoria já vem articulando prelos para o Campeonato Brasileiro?

R: A gente não pensou em preços. Estamos pensando em montar uma equipe forte. O certo é que a maioria dos jogos vamos fazer na Curuzu.Quando esses jogos ocorrem no Mangueirão, temos uma despesa muito alta. Para se ter uma ideia, no último Re-Pa foram despesas de 62%, é inadmissível.

P: E quanto a estrutura física do clube?

R: Vamos ver o que podemos fazer em termos de melhoria na Curuzu para fazer praticamente todos os jogos aqui no nosso estádio. A academia aqui nos dará uma condição de trabalho melhor para os atletas. Porque toda vez que vamos treinar em academia, temos que colocá-los em ônibus, isso tudo gera desgaste. Então, estamos procurando um conforto aos atletas, vestiários. Estamos aguardando algumas medidas para colocar as cabines de imprensa para o outro lado, além do conforto do nosso torcedor, claro! A gente sabe que a situação financeira não nos permite bancar tudo isso, e por esse motivo estamos atrás dos parceiros. Porque entendemos que na Série B, a capacidade de investimentos do clube vai aumentar.

R: Quanto aos patrocínios?

P: A gente tem uma carência, porque precisamos do nosso patrocínio máster. O valor do Banpará vai todo para a justiça, o da Big Ben, nós tivemos que antecipar sete meses para poder assumir o clube.

R: O Paysandu é rentável?

P: O Paysandu é rentável. A gente precisa organizar o clube e que ele esteja com suas dívidas controladas. Não digo sanadas, mas tendo o controle com os valores para a justiça, valores de patrocínio e um valor que cubra a folha de pagamento. Tenho certeza que com a agenda dos jogos e outras fontes de receitas, como royalties, licenciamentos, o Paysandu será um clube grande, fazendo investimentos, aumentando a capacidade do estádio, concluindo o centro de treinamento. Isso vai demorar um pouquinho, mas não vamos ficar reclamando, e sim trabalhar.

P: Foi bom dois jogos contra o grande rival?

R: Financeiramente sim. O Paysandu nem comemora e nem fica triste quando sabe que o adversário é o Remo. O Paysandu se prepara para qualquer adversário, e desta vez será o Remo. O Lecheva já sabia que isso poderia acontecer na semifinal.

P: Quantos reforços o Paysandu pretende contratar para a Série B?

R: No máximo seis. O Oscar Yamato está em São Paulo desde a semana passada, assistindo o Campeonato Paulista e analisando alguns jogadores. E na próxima terça ele estará de volta e vamos sentar com a comissão técnica, para analisar o relatório dele e ver se a gente vai poder desde já, ir atrás desses jogadores para a Série B e Copa do Brasil.

(Diário do Pará)

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