Como se não bastassem os problemas de ansiedade em demasia demonstrados por alguns jogadores do Remo, principalmente no momento em que o time precisava de um passe mais preciso na última bola que deveria chegar mais vezes ao ataque azulino, o Remo apresentou alguns problemas capitais e que já estão se tornado recorrentes para os azulinos. O setor de criação ainda é muito deficiente e o técnico Flávio Araújo ainda não conseguiu encontrar o homem responsável de articular o meio campo remista.
Diego Capela, jogador que se apostava uma melhor performance no jogo, sucumbiu diante do próprio nervosismo. Diagnóstico detectado por todos que assistiram a partida e perceberam que o camisa 10 do Leão não conseguia acertar os passes e por esta razão provocava o contra ataque rubro negro cada vez que errava as jogadas, já que erros de passes banais foram cometidos justamente quando o Remo precisava cadenciar o jogo para chegar a meta flamenguista. A ligação direta ao ataque feita pelo goleiro Fabiano sempre que a bola ia ser reposta em jogo representava o sintoma que o meio de campo simplesmente não existia. Thiago Galhardo, mesmo oscilando nas últimas partidas, fez falta. O jogador ao menos toma iniciativa e busca as jogadas criativas mais vezes que o seu substituto. Galhardo não atuou contra o Flamengo, pois cumpriu suspensão por ter sido expulso quando atuava pelo América-RN no ano passado.
Val Barreto e Rech foram os pontos positivos na partida. O atacante azulino demonstrou bastante disposição no setor ofensivo. A movimentação na frente e a disputa das bolas nas jogadas individuais eram recuperadas na maioria das vezes pelo atacante do Remo. Carlinhos Rech também fez boa partida. O zagueiro conseguiu cortar e se destacou na antecipação contra os jogadores mais rápidos do Flamengo como o autor do gol Rafinha, Gabriel e Rodolfo.
(Ronald Sales/DOL)
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