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ESPORTE PARÁ

Mesmo como adversário, Charles Guerreiro é ídolo

A edição dessa sexta da série Cards Super Bola homenageia um jogador que fez valer sua alcunha dentro e fora de campo. Charles Nataly de Mendonça Ayres, volante de classe e de um futebol leal fez valer a alcunha de Guerreiro dentro e fora das quatro linha

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A edição dessa sexta da série Cards Super Bola homenageia um jogador que fez valer sua alcunha dentro e fora de campo. Charles Nataly de Mendonça Ayres, volante de classe e de um futebol leal fez valer a alcunha de Guerreiro dentro e fora das quatro linhas. Tetracampeão paraense conquistou três títulos como jogador e um como técnico. Seu grande futebol, apresentado desde o início da carreira lhe valeu uma transferência para o Flamengo, onde jogou com Zico, e até convocações para a Seleção Brasileira.

Charles, inicialmente, não era conhecido como Guerreiro. Formado na base bicolor, onde foi campeão sub-20 ao lado de Edil, outro ídolo, era conhecido como “o príncipe da Curuzu”, pela sua feição jovem. Tinha pouco mais de 20 anos quando se tornou titular da equipe bicolor bicampeã paraense em 1984 e 85.

Após essas conquistas, Charles abandonaria o Pará para se tornar um ídolo na Gávea, onde passou a atuar como lateral direito. Retornaria ao Paysandu em 2000, já bem próximo do final da carreira e conquistou o Parazão daquele ano em meio a uma série de lesões.

Três anos após sua última passagem pela Curuzu, Charles se aposentou dos gramados e abriu terreno para iniciar uma carreira como treinador. Em 2008 o Paysandu, então sem divisão, era uma nau sem rumo quando Charles assumiu o comando da equipe e conquistou a vaga para a Série C chegando à decisão do segundo turno. A direção bicolor achou que ele ainda era muito inexperiente para comandar a equipe em um brasileiro e o dispensou.

Dois anos depois, o Paysandu, novamente, era uma nau sem rumo sob o comando de Luis Carlos Barbieri e mais uma vez Guerreiro foi convocado e conduziu o Paysandu ao título estadual e à melhor campanha do time na Série C até então, manchada pela eliminação em casa diante do modesto Salgueiro. Charles não resistiu à queda e foi dispensado mas, desde então, sempre que um técnico é dispensado no Papão da Curuzu, seu nome é lembrado.

(Diário do Pará)

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