Se no jogo de ida, no estádio do Souza, a partida entre Tuna e Paragominas ferveu pelo calor escaldante da manhã de domingo, na partida de volta os ingredientes apontam para uma temperatura amena – com o jogo começando às cinco da tarde – mas muito calor dentro de campo. Dos dois lados, a proximidade dos objetivos devem deixar os nervos à flor da pele. Na Tuna, uma vitória é o único resultado que interessa – seja para fugir do rebaixamento seja para pensar em disputar um título. Situações extremas a uma distância mínima uma da outra – em caso de empate ou derrota, a humilhação e desolação do rebaixamento à primeira fase, em caso de vitória, a alegria de voltar a disputar um título.
Já no jovem Paragominas a perspectiva de disputar o segundo título de sua história jogando por apenas um empate tem tirado o sono dos jogadores. O técnico Charles Guerreiro tem procurado manter o grupo unido e desligado dessas distrações para que o foco na partida não se perca. “Não podemos entrar em campo pensando que um empate basta, senão nem isso vamos conseguir.
O Paragominas entra em qualquer partida para vencer, e é assim que ele vai jogar domingo”, disse o técnico. Durante a semana, foco absoluto. Mas será que toda essa concentração vai resistir ao trilar do apito do arbitro, quando a bola rolar e as arquibancadas começarem a pulsar?A direção do Jacaré aposta muito em um bom resultado em casa e tem realizado intensa divulgação para garantir a lotação do estádio Arena Verde. A expectativa é de 10 mil pessoas. Considerando que o município de Paragominas tem pouco menos de 100 mil habitantes, um em cada dez residentes no município se encontrará dentro do estádio, caso a expectativa se concretize. Definitivamente, um jogo para parar a cidade.
(Diário do Pará)
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