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ESPORTE PARÁ

Chegou a hora da recompensa para a Tuna?

Quem ousar dizer que a Tuna Luso Brasileira não é uma das maiores agremiações esportivas da história da região Norte estará sendo leviano. Bicampeã nacional, a Tuna foi a primeira equipe paraense campeão de uma série B, em 85, e uma Série C, em 92. Segund

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Quem ousar dizer que a Tuna Luso Brasileira não é uma das maiores agremiações esportivas da história da região Norte estará sendo leviano. Bicampeã nacional, a Tuna foi a primeira equipe paraense campeão de uma série B, em 85, e uma Série C, em 92. Segundo time de todo torcedor paraense, chegou a reunir mais de 30 mil pessoas num empate em 0x0 contra o São Paulo no Mangueirão, em 1984. Todos esses feitos marcantes, infelizmente, estão cada dia mais distantes da realidade do clube.

A realidade atual da Águia Guerreira do Souza é a dureza e sofrimento que passam todas as equipes do futebol paraense. Após a paralisação do campeonato, quando os times que ficaram duas semanas na expectativa pelo retorno das competições, o frágil equilíbrio que sustenta os trabalhos ameaçou desandar – estouraram reclamações de salários atrasados e insatisfação de atletas e funcionários do clube. Tudo enquanto o técnico viajava para resolver problemas particulares. O retorno do técnico, pagamento de 50% dos salários atrasados e o anúncio de retomada das competições aplacou os ânimos revoltosos na Vila Olímpica.

“A Tuna vive uma situação que é complicada, não vou negar. Eu não enganei ninguém quando cheguei aqui e disse que só queria trabalhar com quem estivesse disposto a batalhar até o fim pelo clube, que a recompensa com certeza viria” afirma Cacaio. Ter chegado até onde chegaram, podendo ainda brigar por um título e dependendo só de si para não ser rebaixado, já é um feito para um grupo tão pequeno e desacreditado, mas o técnico relembra que a missão ainda não está concluída. “Ainda temos uma partida para definir a vida do clube no parazão” definiu.

Para esse jogo da vida, Cacaio precisou se desdobrar para realizar os trabalhos de preparação. Com apenas 20 jogadores em seu elenco, não tinha como realizar treinos coletivos. Mas, felizmente, o meia Fabrício e o zagueiro Halyson foram liberados pelo TJD para jogar essa partida e o técnico pode ficar com todo seu grupo à disposição. “Vamos para Paragominas em busca do único resultado que nos interessa, que é a vitória” afirmou o volante Maranhão. Qual Tuna retornará de Paragominas, uma equipe gloriosa como a de seu passado ou uma equipe que vive a melancolia dos dias difíceis?

(Diário do Pará)

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