Assim que a diretoria do Paysandu anunciou um coquetel para apresentar os novos modelos do uniforme a serem utilizados no restante do Campeonato Paraense, Copa do Brasil e Série B do Campeonato Brasileiro, agora fornecidos pela Puma, a terceira maior marca esportiva do mundo, a comunidade bicolor animou-se toda, a fim de conhecer em primeira mão a nova cara do time alviceleste.Também pudera. A mudança não poderia vir num momento mais oportuno. Nova diretoria, novas ideias postas em práticas, novos rumos que a diretoria pretende dar ao Paysandu depois de alguns anos nada animadores, em especial nos gramados.
E a ausência da nova camisa nas lojas pouco depois do lançamento, na verdade, reflete a confiança da torcida na atual administração, que demonstra, em forma de resultados, a real intenção às vésperas do centenário bicolor. Dois dias depois de apresentadas, portanto, as novas camisas oficiais do Papão desapareceram como um passe de mágica, para a tristeza de muitos, e alegria de poucos sortudos. No entanto, de acordo com o representante da empresa que distribui as camisas para a loja, localizada no estádio da Curuzu, um novo lote deve ser enviado, mas ainda sem data definida.
“Nós já fizemos o pedido. Somente na noite de lançamento vendemos 200 camisas em um quiosque montado na sede social, daí percebemos que iria acabar muito rápido. Então, já providenciamos uma nova remessa, mas a quantidade vai depender deles, não sabemos precisar, mas em breve os dois uniformes estarão à disposição”, explica Wander Junior, representante da Puma na região Norte.
QUEM TEM MOSTRA
Na manhã de sexta-feira, o movimento, seja nas ruas de Belém ou nas redes sociais, refletia bem a velocidade com que a torcida adquiriu o novo manto sagrado. Um desses felizardos foi o diretor comercial Fábio Carneiro (29), que agiu rápido, em tempo de adquirir o segundo uniforme, com listras transversais.
“Eu resolvi comprar o uniforme número dois e deixar para esta segunda a compra do primeiro, mas infelizmente não tem mais e terei de aguardar mais uns dias”, desabafa o típico torcedor que participa ativamente da vida alviceleste. Segundo ele, apesar de ter comprado o uniforme ‘reserva’, a camisa preferida, entre as mais de 20 que mantém em perfeito estado, não garante a preferência pela mesma. “Na verdade, a que eu mais gosto sempre é a próxima que vou comprar”.
Fábio não tem noção de quando iniciou a paixão pelo clube, mas enumera um a um os fatos que mais marcaram na memória. “O jogo mais marcante que estive presente foi a goleada por 4 a 0, em cima do Avaí, que nos deu o bicampeonato brasileiro. Outro jogo histórico que acompanhei pela televisão foi a conquista da Copa dos Campeões, em cima do Cruzeiro”, relembra.
Simpatias à parte, apesar de ansioso para adquirir o modelo número um e a camisa comemorativa, Fábio guarda com carinho alguns modelos que considera parte fundamental de sua coleção. “Uma das que mais gosto é a camisa da época da Taça Libertadores, mas o modelo retrô”, encerra.
(Diário do Pará)
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