Uma prática antiga e valiosa iniciada no período áureo da história do Paysandu ganhou mais um belo capítulo na tarde de ontem, quando a delegação bicolor fez uma visita aos pacientes da ala infantil do hospital Ophir Loyola. Em meio a correria de treinos, viagens, concentrações e jogos, a demonstração de carinho foi o suficiente para recarregar as energias das crianças que lutam pela vida, e principalmente de quem as admira pela força de vontade.
Entusiasmados com a ideia do presidente do clube, Vandick Lima, jogadores e comissão técnica reeditaram um laço afetuoso que iniciou em 2002, quando o então atacante Vandick conheceu a pequena Géssica, na época, uma paciente que lutava contra a Leucemia. “Eu me apeguei muito a ela, que virou símbolo das nossas conquistas na época. É bom retornar ao hospital e levar carinho e calor humano para as crianças”, garante.
A visita estendeu-se a toda ala especializada no tratamento infantil, que contempla a quimioterapia, além dos 22 leitos pediátricos de internação. A cada conversa, brincadeira, um sorriso esperançoso desconsertava até o mais rude dos marcadores, que, fora das quatro linhas, rendeu-se à esperança de quem luta pela vida. “Agora sei, tenho que dar mais valor à vida. Às vezes a gente tem uma dificuldade mínima e faz dela uma tempestade num copo d’água. Reclamar da vida, não mais”, disse o zagueiro Raul, de forma precisa.
Ao final, a comitiva azul celeste deixou o hospital com a sensação de ter recebido muito mais do que ofertado, diante das histórias de quem tem olha a vida como um sonho. “As batalhas travadas em nossos campeonatos são muitos inferiores à luta diária contra a doença”, compara o preparador físico Wellington Vero.
(Diário do Pará)
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