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ESPORTE PARÁ

Paysandu precisa de seis ou sete reforços

Há exatos 20 dias da estreia na Série B do Campeonato Brasileiro, contra o Asa (AL), dia 25, em Paragominas, o Paysandu agora corre contra o relógio para apresentar os reforços prometidos pela atual diretoria. Partindo de um plantel básico, formado em esp

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Há exatos 20 dias da estreia na Série B do Campeonato Brasileiro, contra o Asa (AL), dia 25, em Paragominas, o Paysandu agora corre contra o relógio para apresentar os reforços prometidos pela atual diretoria. Partindo de um plantel básico, formado em especial por pratas da casa e bons remanescentes da Série C do ano passado, a comissão técnica espera traduzir no gramado, a expectativa criada diante da promessa de criar um time forte e competitivo.

Para alcançar tal objetivo, a diretoria do Paysandu precisou operar verdadeiros milagres, a começar pela inversão da fama de “caloteiro”, carregada não só pelo Papão, mas pelo futebol paraense em si. Depois de vários “nãos”, alguns preciosos “sims” foram conseguidos. Verdadeiros achados em meio ao concorrido mercado da bola.

Diante do prognóstico elaborado, a questão é a seguinte: o que falta para o Paysandu formar uma equipe forte, que honre de fato as tradições do maior detentor de títulos brasileiros da Série B em toda região Norte? Mais: analisando o atual elenco, o que pode ser aproveitado e o que simplesmente não rendeu o esperado? Enquanto as respostas vão sendo trabalhadas, o torcedor se inspira nos versos do poeta Renato Russo, “Quem acredita sempre alcança”.

A única verdade até aqui, e que ninguém pode contestar, é a superioridade técnica apresentada no Campeonato Paraense. E como o próprio técnico Lecheva diz, “Os números não deixam dúvidas”. É um fato! Principalmente se observamos a campanha até aqui: enquanto o maior rival luta por uma vaga na Série D, apesar de liderar o certame na classificação geral, o Paysandu detém os melhores índices positivos, tal como o melhor ataque (48 gols), melhor defesa entre os finalistas (25) apenas três derrotas, além de dois dos artilheiros da competição (Rafael Oliveira e João Neto, ambos com 10 gols).

Parazão não serve como parâmetro

Enquanto diversas opiniões e especulações aparecem, sem que nenhuma delas seja confirmada, a opinião dos jogadores, comissão técnica e diretoria parecem andar em sintonia, pelo menos no número estipulado de reforços, porque, se levarmos em consideração o tempo de espera, as coisas modificam um pouco.

“Em minha opinião, há meses já deveria ter jogador novo no clube. Não adianta chegar jogador bom, se ele não passar por um processo de adaptação, conhecer a cidade, o clima, essas coisas. A gente já queria. Sabemos que o Paraense é disputado, mas não serve de base para a Série B. Sabemos que é preciso em torno de seis ou sete jogadores para formar um grupo forte, e a diretoria está centrada nisso”, opina Eduardo Ramos.

O técnico Lecheva discorda somente do tempo hábil para adaptar novos reforços. “A princípio, em quase que todas as posições a gente deve ter novidade. Acho que vamos precisar em torno de seis ou sete (atletas). Os outros clubes estão contratando, mas não podem inscrever nas competições nacionais. Então, o mesmo problema que vamos ter aqui, eles irão ter lá. O importante é ter uma base muito boa para começar o campeonato e os reforços que venham realmente somar na equipe”.

BASTIDORES

Enquanto no gramado existe a expectativa, nos bastidores a diretoria acelera o passo, para não ficar no meio do percurso. “Não é questão de dificuldade. Estamos conversando com os atletas e eles estão vinculados a clubes, muitos deles vão disputar o Campeonato Brasileiro. Só depois é que a gente pode finalizar as negociações. Vamos em busca de uns seis atletas”, reitera o gerente executivo, Oscar Yamato.

Há qualidade, mas defeitos devem ser sanados

Na avaliação geral, pensada por quem acompanha de perto e compreende o futebol do Pará, o time comandado por Lecheva tem muito mais qualidades do que defeitos. Estes, no entanto, não devem ser camuflados, sobretudo por serem postos logo mais em prova. E, diga-se de passagem, não apenas uma prova, mas sim um teste de fogo. Se quiser obter sucesso na Série B, o Papão precisa sobrepor remendos e cortes imprevistos.

“O Paysandu precisa qualificar mais o elenco para disputar a Série B. Precisa de um elenco mais forte, com peças de reposição, até porque a Série B é longa. São 38 rodadas e você precisa de um elenco forte para se segurar numa competição dessas”, entende o radialista e diretor de esporte da Rádio Clube, Guilherme Guerreiro. Para ele, o número de contratações se aproxima do planejado pela diretoria.

“Acredito que de seis a oito jogadores para encorpar o elenco. Um goleiro, um lateral-direito reserva - Tem o Gleissinho, mas é um garoto que precisa de mais formação -. Precisa de zagueiro, um homem de armação e um atacante, devido ao problema de conclusão. Apesar de ter um ataque positivo, o time perde muitos gols”, diz. Há inclusive quem pense que o próprio mercado local poderia abastecer parte da necessidade.

“Me agrada muito o futebol do Ilaílson, Aleílson e Rondinelli”, disse na última sexta-feira, o radialista Valdo Souza. Aliás, o mercado local, apesar do conjunto da obra não satisfazer, tem apresentado boas promessas, tal como o meia Lucas, da Tuna, além do volante Jhonnatan e o lateral Alex Ruan, entre outras revelações, só para ficar na capital. No entanto, dentro do próprio clube, muita coisa deu certo.

“Alem do Eduardo Ramos, que já foi comprovado ser o grande achado, o Paysandu fez contratações pontuais, que de uma forma ou outra são úteis. O Diego é um exemplo. Não é excepcional, mas tem força e regularidade. O Paysandu tem problemas na esquerda, o Alvim não se firmou, apesar do bom histórico; o João Neto começou bem, mas caiu. O Paysandu errou pouco, mas não acertou o suficiente”, encerra Guerreiro.

(Diário do Pará)

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