Com a proximidade do próximo jogo pela Copa do Brasil, diante do Naviraiense (MS), nesta quarta-feira (8), o Paysandu não teve tempo para descanso nem no fim de semana. Sábado e domingo os jogadores participaram de treinos físicos e técnicos na Curuzu. Na manhã desta segunda, o plantel fará o último teste em casa, antes de embarcar rumo ao interior sul-mato-grossense.
A expectativa para este último trabalho gira em torno de mais um treino coletivo, o segundo antes da viagem, uma vez que o primeiro, realizado na manhã da última sexta-feira, Lecheva mudou dois setores de importância acima da média, o gol e o ataque. De Zé Carlos no gol a Rafael Oliveira e João Neto no ataque, o Paysandu vai dando formas para tentar uma vitória no jogo de ida, se possível para voltar já classificado.
Mudanças à parte, a equipe titular conta com uma dúvida na cabeça de área. O volante Ricardo Capanema não treinou neste fim de semana, devido queixa de dores no joelho.
“O Capanema ainda é dúvida. Ele vem sentindo essas dores no joelho há tempos, então, ele vai fazer exame para identificar o grau. Se for preciso poupá-lo para sanar a lesão, nós vamos (poupar). Por mais que o atleta queira jogar com dor, o mais prudente é esperar o resultado do exame”, garante o técnico.
O meia Eduardo Ramos também chegou a ser afastado por precaução, embora as chances do maestro ausentar-se da partida de quarta-feira, sejam mínimas. “É um tempo para darmos uma olhada nas dores que vem ocorrendo, mas não é nada que atrapalhe no jogo ou treinamento, é mais uma questão de cautela onde vamos trabalhar em cima de qualquer dor”, comentou o meia, que espera os resultados dos exames feitos no final de semana.
“O Eduardo Ramos não treinou porque tinha um exame para fazer, para analisar qual o grau da dor que sentia no joelho. Mas ele mesmo disse que não seria problema para o jogo”, completa Lecheva.
As vagas estão em aberto!
Está aberta a temporada de vagas na equipe titular do Paysandu. Após o retorno de São Paulo, o técnico Lecheva promoveu nada menos do que três mudanças táticas – e uma por motivo de lesão. Enquanto o volante Ricardo Capanema segue em tratamento no departamento médico, pelo menos sete atletas disputam três vagas. A primeira delas é na frente, onde Rafael Oliveira e João Neto substituíram Iarley e Heliton.
A concorrência mais apertada vem lá de trás, mais precisamente na trave bicolor. Em todo campeonato, três goleiros já foram incumbidos da missão de salvar a retaguarda e após a série de partidas sob a responsabilidade de Paulo Rafael, o treinador resolveu trazer de volta Zé Carlos, afastado desde a metade do segundo turno.
“O Zé Carlos era titular da equipe até sua lesão, então nada mais justo, agora totalmente recuperado, de voltar a treinar entre os titulares. Mas a vaga ainda está em aberto, tanto para ele, quanto para o Paulo Rafael e o Paulo Wanzeler. Eu sempre coloquei que o Paraense serviria também como laboratório à Série B, por isso a oportunidade para todos”, justifica o técnico Lecheva.
Aliás, Zé Carlos foi o primeiro titular do Parazão, enquanto Paulo Wanzeler seguia como opção direta e Paulo Rafael ainda se recuperava de uma grave lesão que o afastou da equipe por alguns meses.
“Os três goleiros já jogaram quatro ou cinco jogos cada um. Então, a gente tem feito a nossa análise e talvez seja a vez do Zé Carlos. Ele tem uma liderança muito grande ali atrás, orienta bem e era o titular na conquista do primeiro turno. Por isso optamos por ele hoje (ontem), mas as análises continuam”, prossegue. Em 20 jogos disputados, o Paysandu sofreu 24 gols, contra 36 assinados. Além de Zé Carlos, Rafael e Wanzeler, o elenco ainda conta com Paulo Vitor e Paulo Eduardo, e recentemente rescindiu contrato com Dalton.
Ronaldo: ‘Papão está bem servido de goleiros’
Acostumado a grandes responsabilidades, que lhe valeram diversas vitórias com a camisa número 1 do Paysandu, o treinador de goleiros Ronaldo sabe bem como funciona a concorrência no futebol, e consciente do empenho que a diretoria tem direcionado à contratação de novos reforços para a Série B, tem mostrado opinião bem definida sobre a real necessidade que o Paysandu possui no momento.
“Eu acho que a gente tem três goleiros de nível muito bom, e preparados para disputar a Série B. A diretoria não me consultou sobre a contratação de goleiro, também nem sei se eles irão contratar. Agora, se eles pedirem a minha opinião, eu entendo que o Paysandu não precisa de mais um goleiro. Acho que a decisão é deles em conjunto com o Lecheva, que é o técnico da equipe”, diz.
Ronaldo tem sido o responsável direto pela preparação dos três goleiros que já vestiram a camisa número um e faz questão de se colocar no meio das cobranças, quando há falhas na defesa, por isso não abre mão de trabalhar diretamente o físico/técnico e o emocional dos atletas, daí os benefícios de alternar a vaga no gol sem causar problemas pessoais ou de vaidade no grupo.
“O Zé Carlos vinha como titular, muito bem por sinal, até o momento daquela lesão que o tirou do campeonato por três semanas. Depois dele, o Paulo Wanzeler entrou muito bem e foi adquirindo ritmo de jogo, já o Paulo Rafael foi o terceiro, que também teve a oportunidade dele. Então, o técnico deu oportunidade para os três, mas agora ele acredita que o Zé Carlos merece essa chance pelo que vinha fazendo e pelo que pode oferecer ao time”.
(Diário do Pará)
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