Quando apareceu na Curuzu, em meados de 2008, Rafael Oliveira era apenas um garoto recém saído das categorias de base do clube. E, por infelicidade do destino, foi pouco aproveitado na própria casa. No entanto, o início de carreira ainda guardaria muitas glórias, mas também um desejo. No ano seguinte, jogou pelo São Raimundo, onde conseguiu o primeiro título da carreira, de Campeão Brasileiro da Série D.
A partir de então, o nome do atleta sempre esteve associado ao Paysandu, tanto prova que retornou em 2011, onde teve uma temporada arrasadora, com 19 gols em apenas 10 jogos, um dos artilheiros do Brasil na época. Contudo, todo ímpeto não foi suficiente para fazê-lo campeão. Ao lado do time, caiu diante do Independente de Tucuruí, com direito a perder pênalti na grande final do estadual.
Agora, Rafael é um experiente atacante, acostumado as voltas que o mundo do futebol oferece, mas segundo ele, em uma delas ainda falta uma pequena parada, e, talvez, nessa, seja realizado o desejo que aguarda realizar. “Eu sou profissional, sei que a torcida exige isso, mas da minha parte, eu estou trabalhando consciente e claro, quero ser campeão paraense pelo Paysandu. Tenho uma história muito bonita no clube”, acredita.
E no que depender dele, razão não faltam para a esperança real de que a taça vá para a galeria de troféus na sede social, e, de quebra, com o nome escrito na galeria dos artilheiros do time. “É muito bom ter o seu trabalho reconhecido. Graças as oportunidades que vamos ganhando, conseguimos ajudar o Paysandu junto aos companheiros, como o João Neto, que é um grande jogador”. Rafael é mais um confiante, que carrega com ele a identificação com o Paysandu, mas a necessidade de levantar a taça.
(Diário do Pará)
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