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ESPORTE PARÁ

Goleador da temporada será reforço do Paysandu

Depois de anunciar os zagueiros Fábio Sanches e Jean; o lateral-esquerdo Janilson, o volante Zé Antônio e o goleiro Marcelo, a diretoria do Paysandu contratou o seu matador para a Série B. Trata-se do atacante Careca, de 23 anos, recentemente campeão Sul

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Depois de anunciar os zagueiros Fábio Sanches e Jean; o lateral-esquerdo Janilson, o volante Zé Antônio e o goleiro Marcelo, a diretoria do Paysandu contratou o seu matador para a Série B. Trata-se do atacante Careca, de 23 anos, recentemente campeão Sul Mato-Grossense pelo Cene, o mesmo que goleou o carrasco bicolor na Copa do Brasil, o Naviraiense, por 4 a 0. Careca chega com status de artilheiro do Brasil, ao lado do também atacante Giancarlo, do Vitória, ambos possuem 19 gols.

A confirmação do negócio veio por parte do próprio atleta. “Assinei contrato com o Paysandu até o mês de dezembro e devo chegar em Belém na segunda-feira, já para os exames e iniciar o trabalho”, disse, sem esconder que recebeu propostas do América (MG), Sport Recife (PE) e Atlético (PR).

Leomir Silva Teles, o Careca, começou no futebol no próprio estado de origem, o Mato Grosso do Sul. Do modesto Águia Negra passou pelo Corinthians (SP), São Caetano, Nacional (SP), Rondonópolis (SP) e outros times do interior paulista, até se firmar, nas duas últimas temporada, no Cene. No entanto, a concorrência será grande, haja vista a companhia de Rafael Oliveira, João Neto, Iarley e Heliton.

Careca foi a sexta contratação anunciada pela diretoria, de um total de oito previstas até o início da Série B. A diretoria do clube não foi encontrada para comentar os novos reforços. Contudo, até a estréia na Série B, no próximo dia 24, contra o Asa/AL, em Paragominas, o Paysandu poderá apresentar todas as contratações.

Para a decisão, ingresso ficará mais barato

Preocupada com a repercussão negativa da derrota para o Naviranense, e ao mesmo tempo com o jogo mais importante do ano, até o presente momento, a diretoria do Paysandu resolveu baixar o valor dos ingressos para a decisão do Campeonato Paraense, contra o Paragominas, neste domingo (19), no Mangueirão. De R$ 20,00 a arquibancada, o torcedor pagará metade do valor (R$10,00).

A mudança, contudo, afetou apenas a popular bancada. Enquanto isso, o preço da cadeira cativa continua o mesmo, ao custo de R$ 50,00. No total, a capacidade do estádio foi reduzida de 40 mil lugares para 35 mil, após exigência do Corpo de Bombeiros, o que diminui ainda mais a possibilidade de faturamento do clube, diferente do previsto, em torno de R$ 1,4 milhão de reais, entre premiações, cota de patrocínio e renda de jogo somente na Copa do Brasil.

Só para se ter uma idéia, caso o Paysandu avançasse na Copa BR, a CBF premiaria o clube paraense com R$ 400 mil reais, valor destinado à terceira fase. Nas oitavas de finais, a cota já engorda e alcança R$ 500 mil, enquanto nas quartas, semifinais, vice-campeonato e campeonato, os valores giram entre R$ 700 mil, R$ 800 mil, R$ 1,8 milhão e R$ 3 milhões, respectivamente.

Para os jogadores, a questão financeira não foi o maior problema. “Não estávamos pensando na parte financeira, isso fica a cargo da diretoria”, assegura Vanderson.

Contratados treinam na Curuzu

A lembrança da recente eliminação da Copa do Brasil, após perder por 2 a 0 para o Naviraiense (MS), em pleno estádio da Curuzu ainda ecoa na cabeça dos atletas. Na reapresentação, na tarde de ontem, muitos deles não esconderam a decepção com o resultado, no entanto, fazem dele uma grande lição que não deve ser repetida no próximo domingo, na final do Campeonato Paraense, contra o Paragominas, no Mangueirão.

Liberados pela manhã, o plantel foi divido em dois grupos no período vespertino. Metade do elenco permaneceu na Curuzu ao comando do técnico Lecheva, enquanto os demais fizeram trabalho em academia. O lateral-direito Yago Pikachu e o meia Eduardo Ramos foram poupados e seguiram em direção ao departamento médico, com queixas de dores musculares. A novidade, entre os reservas, foram os novos contratados, Fábio Sanches, Jean e Janilson, que participaram do treino.

Com uma competição a menos e o calendário apertado, o Papão não pode se dar ao luxo de sentar e pensar no futuro, mesmo com a larga vantagem construída na partida de ida, quando venceu o Paragominas por 4 a 0. “Essa derrota serviu de exemplo. Eu costumo dizer que prefiro ganhar com as vitórias, porque quem ganha com as vitórias é vencedor”, desabafa Rodrigo Alvim.

Não bastasse a tristeza do torcedor, muitas foram as críticas em cima do técnico Lecheva. No entanto, o capitão Vanderson garante que não houve falha técnica, mas sim um erro de contra-ataque que custou caro. “Quando o time está ganhando, o torcedor quer mais gols, que o time vá para frente, e desta vez o Lecheva colocou três volantes devido o risco da partida. Infelizmente pegamos um gol inesperado, então ele tentou colocar o time mais para frente até o momento do segundo gol. Mas ele colocou o time que é o melhor para o Paysandu”, defende.

É preciso baixar a bola desse time

Apesar da sensação de que faltou o “algo a mais”, na partida contra o Naviraiense, o capitão Vanderson tem uma ideia bem formada sobre o time e a visão do torcedor, que, queira ou não, ficou na dúvida sobre como o Paysandu tem se portado diante de adversários de menor expressão. Segundo ele, o Naviraiense não causou sensação de “já ganhou”, mas a equipe teve uma leve mudança de postura do decorrer dos últimos jogos.

“Conversamos muito sobre isso, até vi uma entrevista do Iarley sobre o assunto. Chegamos num ponto que isso não pode subir para a cabeça. Quando iniciamos o campeonato, o nosso time era operário, todo mundo marcava e ajudava. E no segundo turno relaxamos um pouco, botamos na cabeça que éramos melhores que todo mundo e o time passou dificuldade”, revela.

E no decorrer do Parazão, por muito tempo o Paysandu fez jus ao título de favorito, haja vista a campanha irretocável, diminuída somente após as três derrotas para o Clube do Remo. Agora, em se tratando de Copa do Brasil, o nível de interesse necessariamente deveria ser maior, sobretudo pela qualidade dos adversários, o que faz o capitão crer no maior empenho do time, prejudicada por uma noite onde nada deu certo e os gols não vieram.

“Quando botarmos os pés no chão, saber que precisamos correr um pelo outro, as coisas vão mudar. No entanto, ontem todo mundo viu o nosso esforço, todo mundo se dedicou, criou oportunidade, mas às vezes nada dá certo e ontem foi uma dessas que a bola não quis entrar”, encerra.

(Diário do Pará)

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