O departamento jurídico do Clube do Remo não foi consultado nas oito rescisões contratuais que o clube fez, no inicio desse mês, com os atletas Ramon, Thiago Galhardo, Clébson, Rodrigo Guerra, Walber, Zé Antônio, Val Barreto e Fábio Paulista. O Bola apurou a informação com advogados ligados ao departamento e que atualmente, são apenas contratados pelo clube quando há necessidade.
Os jogadores que definiram rescisões contratuais não teriam recebido direitos trabalhistas, como férias e 13º salários, além do FGTS. Contratados por indicação do ex-técnico Flávio Araújo, é possível que qualquer um deles entre com novas ações trabalhistas contra o Remo nos próximos meses. Algo que a diretoria do Leão não acredita que aconteça. “Fui eu que conversei pessoalmente com todos os jogadores a pedido do próprio presidente Sérgio Cabeça. Todos foram muito solícitos, fazendo um acordo amigável e assinaram suas rescisões”, conta Mauricio Bororó, diretor de futebol.
Bororó, no entanto, não soube informar se, de fato, os contratos realmente passaram pelo departamento jurídico. “Recebi a documentação diretamente do departamento de pessoal do Remo. A minha parte, como diretor de futebol, era conversar com os atletas e apresentar os documentos. Agora, eu não posso falar se passou ou não pelo jurídico. Acredito e confio que sim”, espera o diretor.
Henrique diz que dá dó e chora até hoje
O primeiro semestre de 2013 não foi o que Clube do Remo esperava. Ficar de fora da final do Parazão era algo inimaginável no começo do ano. Agora, talvez, o zagueiro Henrique seja o único, lá pelas bandas do Baenão, que não menospreza por completo os seis primeiros meses do ano. Antes de ser contratado pelo Remo esse ano, a última competição que Henrique atuou foi o Campeonato Brasileiro da série B de 2011.
Ele ficou um ano e meio afastado do futebol por ter sido flagrado em um exame antidoping. Vestir a camisa do Leão foi uma espécie de resgate ao mundo da bola. Não por menos, Henrique é um dos jogadores que mais se identificou com a causa azulina. “Às vezes, dá dó mesmo da situação que estamos. Chego em casa choro, com minha esposa e filha. É triste ver um clube dessa grandeza nessa situação”, revela o defensor, que diz ter recebido proposta de três clubes, mas afirma que quer cumprir seu contrato com o Leão.
“Recebi convite de times que já têm calendário, mas tenho contrato até junho com o Remo e não posso abandonar o barco em uma situação dessas”, afirma o zagueiro, que não esconde a esperança que haja uma vaga para o Remo na Série D. “Estamos aguardando ansiosamente que essa Série D esteja por vir e confiando que a nova comissão técnica ajude a gente a sair dessa situação”, deseja o novo capitão azulino.
(Diário do Pará)
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