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ESPORTE PARÁ

Papão quer três pontos sobre o Ceará hoje

Depois da estreia não muito favorável, os bicolores seguem para mais um compromisso em curto intervalo, pela Série B do Campeonato Brasileiro. Ceará e Paysandu reeditam um duelo com tradição em termos de gol e torcida, a partir das 19h30, no estádio Presi

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Depois da estreia não muito favorável, os bicolores seguem para mais um compromisso em curto intervalo, pela Série B do Campeonato Brasileiro. Ceará e Paysandu reeditam um duelo com tradição em termos de gol e torcida, a partir das 19h30, no estádio Presidente Vargas, em Fortaleza (CE).

Após um empate coletivo na primeira rodada, os objetivos se contrariam no que diz respeito à necessidade, mas se igualam quando assumem o mesmo caráter: vencer com autoridade e firmar-se entre os primeiros da tabela. O Paysandu deixou escapar a vitória diante do Asa (AL), em pleno estádio Arena Verde, em Paragominas, considerada a segunda casa dos bicolores.

Esse resultado indigesto acendeu a necessidade de garantir uma vitória para dar mais tranquilidade aos jogadores bicolores e torcida. Para tanto, o técnico Lecheva aposta na continuidade do ataque forte, baseado no elo respeitável do meia Eduardo Ramos e com as insistências de Rafael Oliveira e João Neto, a dupla de ataque mais ofensiva do campeonato estadual.

Mas vencer os cearenses em casa requer mais que ousadia, é preciso ser eficaz, caso contrário, há o risco de sucumbir diante da pressão exercida pela torcida do alvinegro do Nordeste, que vai a campo sem o atacante Lulinha e possivelmente o companheiro Magno Alves. Lecheva também tem desfalques. Perdeu o meia Djalma e espera encontrar no pé canhoto de Alex Gaibu a opção de velocidade com a frente.

Além da mudança, ainda existe dúvida quanto a entrada de Ricardo Capanema, ainda com reclamação de dores na coxa. Ah, e o Papão também leva na bagagem um nome de peso: Careca, o atacante artilheiro do Brasil, com 19 gols marcados pelo Cene (MS), já relacionado para esta partida. Na 27ª partida entre Paysandu e Ceará, os únicos campeões estaduais da Série B têm tudo para fazer um bom espetáculo.

Postura ofensiva é a arma bicolor

Consciente da importância de reverter o empate indesejado na estreia da competição, o técnico Lecheva já estuda a melhor forma de promover ao menos uma mudança na equipe titular. E devido a ausência sentida de Djalma, recai sobre Alex Gaibu a missão de acompanhar o ‘maestro’ e principal armador da equipe, Eduardo Ramos, na missão de prosseguir com a postura ofensiva fora de casa, tal como no certame estadual.

“Acho que a postura é outra, mas vencemos também os dois jogos da Copa do Brasil fora de casa. Sei que o momento é favorável. Sabemos também que é outra competição, com outro nível e o Ceará sempre fez jogos equilibrados contra o Paysandu, são forças equivalentes dentro e fora de campo. Nós sabemos que há esse equilíbrio, mas a nossa postura em campo nos dá esse alento”, garante Lecheva.

É por intermédio dessa expectativa e consciente do potencial ofensivo do ataque, que Lecheva pretende dizimar alguns erros de conclusão, que até pouco tempo credenciava o time a números invejáveis. “Com todos esses problemas, o Paysandu teve o melhor ataque do Brasil em campeonatos estaduais, bateu um recorde que durava mais de 30 anos. A gente perde porque cria muito. O problema é que tem jogo que você não pode e acaba perdendo, mas não diria que é uma ineficiência do ataque”, contesta.

Assim, o técnico sintetiza o grupo, aos poucos tomando forma e identidade, com a entrada de mais um recém-contratado. “Eu creio que para o próximo jogo já possamos contar com mais algumas novidades, como é o caso do Careca, já relacionado”, conclui.

Atacante goleador figura entre os relacionados

Dentre as novidades adquiridas pelo Paysandu, mais uma está prestes a fazer sua estreia na Série B. Depois do lateral-esquerdo Janilson, o atacante Careca, contratado junto ao Cene (MS), foi relacionado juntamente com outros 25 atletas para a partida desta terça-feira, contra o Ceará. Apesar de estar a alguns dias parado, ele se diz seguro quanto a chance de ajudar o Paysandu a conseguir a primeira vitória na competição.

“Minha última partida foi dia 5 de maio, contra o Naviraiense, na final do sul mato-grossense. De lá para cá eu fiquei 15 dias parado. Essa semana eu cheguei um pouquinho abaixo do meu alto nível, mas acho que estou perto do ideal. Então, nesse jogo eu estou confirmado. Vim para somar, se for preciso, acho que 20 ou 30 minutos já posso jogar”, assegura.

Aos 23 anos, Careca chegou com status de artilheiro do Brasil, depois de uma bela campanha atuando pelo Cene, onde foi campeão estadual e artilheiro com 19 gols, feito que deseja aumentar com a camisa azul celeste. “Todo atacante sonha em fazer o que eu fiz no Cene este ano. Fui artilheiro do campeonato, artilheiro do Brasil. Então, eu vim com esse incentivo e com um sonho de escutar o Mangueirão lotado gritando ‘Careca’”, prossegue.

A condição de titular, no entanto, dependerá dos treinos e avaliação individual do técnico Lecheva, que mantém em seu elenco como titular absoluto, o também homem de área Rafael Oliveira, um “parceiro” em potencial, como Careca o define. “Eu sou um pouquinho mais centralizado, mas aprendi a jogar pelos lados, venho buscar a bola no meio de campo. Gosto de jogar de frente e sei jogar de costas também. Acho que não tem problema jogar ao lado dele”, assume com discreta modéstia, sem esquecer dos demais concorrentes, João Neto, Iarley e Heliton.

Alvinegro também vem de empate

Assim como o Paysandu, o Ceará entrou na Série B do Campeonato Brasileiro conquistando um ponto. Todavia, a vantagem mínima veio fora de casa, jogando contra o São Caetano, fato que rendeu elogios por parte da comissão técnica e jogadores. É neste embalo, e agora contando com o apoio da torcida, que o Ceará enfrenta o Paysandu nesta terça-feira.

Diante da ausência, o técnico Leandro Campo, ao que tudo indica, poderá construir o time com um esquema tático diferente do campeonato estadual, haja vista que, somada a expulsão de Lulinha, o também atacante Magno Alves foi reintegrado ao elenco há dois dias, devido um estiramento na coxa. Sem dois de seus principais finalizadores, a solução pode ser recuar um pouco a equipe, apostando nos contra-ataques ou trabalhar mais a armação no meio.

A mudança não foi confirmada, mas seria interessante aos donos da casa retornar ao 4-4-2, uma vez que o Paysandu também faz uso constante da ligação entre meio-campo e dois atacantes, um pelas laterais e outro enfiado na grande área. Já o restante do time deve permanecer o mesmo.

Ceará e Paysandu possuem um retrospecto de 26 jogos realizados até aqui, pelo Campeonato Brasileiro das Séries A e B, Copa do Brasil e Taça Brasil. O Paysandu tem vantagem com 10 vitórias, contra nove dos cearenses, e sete empates.

(Diário do Pará)

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