Ao conseguir o acesso à Série B, o Paysandu encerrava um ciclo de pouca produtividade, seguida da promessa de reerguer o futebol dentro das quatro linhas. A promessa da diretoria foi prontamente comprada pela comunidade bicolor, e os trabalhos começaram imediatamente após o destino do Campeonato Paraense já estar traçado, e vencido, pelos bicolores.
Um a um, os reforços foram chegando para compor um elenco com número satisfatório, mas carente de rodagem, exceto pelos medalhões regionais. Fábio Sanches, Jean, Janílson, Zé Antônio, Marcelo, Diego Barbosa, Careca e por fim Marcelo Nicácio. Destes, até o momento apenas três entraram em campo (Janílson, Zé Antônio e Careca), enquanto os demais seguem em treinos.
Alguns deles ainda treinam, mesmo saindo de recentes campeonatos estaduais, como é o caso do goleiro Marcelo (ex-Penapolense) e do meia Diego Barboza (ex-Vila Nova). Enquanto os demais, Sanches e Jean precisam de mais tempo até adquirir a condição física ideal. Até o momento, a demora ainda não incomoda, mas um alerta pode pintar a qualquer momento na Curuzu, sobretudo diante dos resultados. Mas antes tarde do que nunca, ao menos no discurso a vontade é infinitamente superior ao ideal desde agora.
“A gente vai lutar até o final. Vamos dar o nosso melhor, assim que eu cheguei aqui. Escolhi o Paysandu pela grandeza, pela torcida de um time grande. Vim para buscar o meu espaço junto aos companheiros, respeitando todos”, discursa o atacante Careca. Não se sabe até onde a demora pela utilização de todos eles pode ser benéfica, mas os riscos que podem trazer sim. Diante deste prognóstico e consciente dos riscos, a comissão técnica do Paysandu trabalha com o olho no relógio para, enfim, entrar nos eixos do campeonato, um sonho de consumo dos bicolores que após seis anos virou novamente realidade.
Diretoria vai investir em cima de lateral
Com oito reforços em mãos, a diretoria do Paysandu acredita haver a necessidade de mais uma contratação, desta vez para dar mais fôlego em uma posição cuja única responsabilidade tem recaído sob um único atleta, que, mesmo sendo destaque do time desde a temporada passada, fatalmente poderá apresentar momentos de instabilidade, caso seja alçado sozinho à difícil missão de correr o gramado inteiro pela ala direita num campeonato excessivamente longo.
E para evitar a sobrecarga em cima de Yago Pikachu é preciso fortalecer as opções no banco de reservas. “O grupo ainda possui uma carência clara de lateral-direito. Temos Pikachu e o Gleissinho, que tem origem na base, e por conta disso, temos interesse de trazer mais um jogador pra essa posição”, assume o diretor de futebol, Clodomir Araújo.
O interesse representa uma necessidade atual típica de início de campeonato, mas chegar num nome de consenso não é tão fácil e já foi dito: se o indicado não tiver nível ou envergadura suficiente para suplantar um nome de destaque, o melhor é continuar desta o forma.
“Temos cuidado e critério na escolha, porque têm vários atletas no mercado, e queremos encontrar os que estejam jogando, em atividade, com atuações na última temporada e que saibamos o histórico de lesões. A gente sabe que tem carências e podemos apresentar outros atletas”, admite Clodomir.
(Diário do Pará)
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