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ESPORTE PARÁ

Giva diz que empate seria o justo

Na primeira partida sob o comando do técnico Givanildo Oliveira, o Paysandu foi até ao estádio Serra Dourada, em Goiânia (GO), onde perdeu por 1 a 0 para o Atlético-GO, em partida válida pela quinta rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. O revés inde

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Na primeira partida sob o comando do técnico Givanildo Oliveira, o Paysandu foi até ao estádio Serra Dourada, em Goiânia (GO), onde perdeu por 1 a 0 para o Atlético-GO, em partida válida pela quinta rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. O revés indesejado deixou mais uma vez os bicolores em situação incômoda na tabela, temporariamente na 12ª posição, com cinco pontos.

Em apenas dois trabalhos com bola, Givanildo preferiu não modificar a formação da equipe, mas foi obrigado a lançar algumas estratégias quando percebeu que o resultado não seria o esperado. Mas nem as entradas de Marcelo Nicácio e Diego Barboza foram suficientes. A equipe que venceu o Paraná não repetiu o mesmo futebol ontem, preferindo ficar postada e aguardar o contragolpe.

Quando deu certo, alguns lances foram criados, sem a contundência necessária. Aos 12 minutos, João Neto fez boa jogada com Eduardo Ramos, que chutou muito perto da trave. Em linhas gerais, o “toma lá, da cá” foi benéfico aos donos da casa, que conseguiram aos 21 minutos abrir o placar, com Anselmo, numa disparada pela direita. Na entrada da grande área, ele passou por Diego Bispo e Yago Pikachu, para chutar no canto esquerdo de Zé Carlos. 1 a 0.

De certa forma, o gol acordou o Paysandu, mas um fato recorrente não foi atentado: o meio-campo, quando bem marcado, anula as jogadas de velocidade, sobrando para os laterais. Na etapa complementar vieram as mudanças. Iarley, Marcelo Nicácio e Diego Barboza entraram nos lugares de João Neto, Alex Gaibu e Janílson, respectivamente. A última causada quando Waldemar Lemos trocou o lateral Leonardo pelo volante Pituca, admitindo o crescimento bicolor. Mas com jogadas em sua maioria pelo alto, o Paysandu ficou a dever. Na última delas, Diego Barboza achou Rafael Oliveira grudado na pequena área, mas, na conclusão, o atacante mergulhou com os pés para chutar por cima.

Giva avalia desempenho

Na primeira avaliação sob o comando da equipe, o técnico Givanildo Oliveira admitiu que os atletas tiveram momentos de instabilidade em campo, mas que foram superadas com as mudanças promovidas no segundo tempo. A única crítica mais contundente foi sobre o gol levado ainda na primeira etapa.

“Um detalhe como esse, você termina perdendo o jogo, como aconteceu. Perdemos numa bola de tiro de meta, de uns 70 metros, pelo menos”, arrisca Giva.

Um ponto controverso levantado foi em relação ao placar. Pela recuperação positiva no segundo tempo, o resultado mais justo não seria a derrota. “Às vezes o time quer fazer gol só de dentro da área, embora tenhamos feito algumas boas investidas pelas laterais, e pelo que fizemos, merecemos ao menos um empate”, reclamou.

No entanto, para conseguir o ponto, o Paysandu teria, no mínimo, a obrigação de não desperdiçar as oportunidades, de uns tempos para cá uma espécie de “marca registrada”, que em nada lembra o ataque positivo do Parazão. Agora, não que o certame estadual sirva de comparação, mas atacantes outrora oportunistas, como João Neto e Rafael Oliveira, perderam dois gols claros. O primeiro na etapa inicial, de cabeça, e com Oliveira nos instantes finais.

E foi justamente no segundo tempo que o Paysandu realmente quis a revanche. Givanildo tirou Alex Gaibu e colocou Nicácio como terceiro atacante, ao lado de Iarley e Rafael Oliveira. As investidas pelas laterais, sobretudo pelo alto, não foram suficientes, mesmo que, taticamente, tenham agradado o comandante. “A entrada do Iarley deu uma movimentação maior porque o João estava muito isolado ali do lado. Ele trabalhou e segurou a bola. O Nicácio é artilheiro, tem movimentação boa. Temos colocar a bola na área para ele e o Rafael com a chegada do Gaibu”.

Pikachu: ‘faltou competência!’

Na avaliação dos atletas do Paysandu, as opiniões sobre o resultado de ontem - 1 a 0 para o Atlético-GO - se dividem. Velhos problemas continuam afetando o desempenho do Paysandu em momentos cruciais, o que nem a estreia do técnico Givanildo Oliveira conseguiu apagar, enquanto outros compartilham da opinião do treinador: ‘um empate estaria de bom tamanho’.

“A bola quicou no meio-campo e tomamos um gol. Mas eu acho que o jogo era pra ter sido empate. Foi uma partida meio morna, marcamos uma falha, infelizmente não criamos nem levamos muito perigo. Acho que o time precisa ser ousado e arriscar mais”, disse o atacante Iarley. Todavia, o detalhe que ocorreu no gol adversário, não foi o mesmo quando o inverso era preciso, no caso dos bicolores.

“Eu digo isso. A Série B é um detalhe. Fizemos um tempo regular, mas fazer gol e marcar ponto fora é muito importante. Se a gente não conseguir fazer, não levar também é fundamental”, critica o meia Eduardo Ramos.

Já o estreante Diego Barboza preferiu neutralizar o resultado, apostando na volta por cima no jogo contra a temida Chapecoense. “Todo mundo tentou lutar até o final, mas não conseguiu. Agora tem outro jogo fora de casa que vamos atrás de somar pontos. O que não pode acontecer é desistir do resultado”, disse.

Diferente dele, talvez a maior definição da partida tenha sido do lateral-direito Yago Pikachu. Em poucas e diretas palavras, resumiu um problema que precisa ser trabalhado o quanto antes. Criamos algumas oportunidades, mas não tivemos competência para colocar a bola dentro. Essa que é a verdade”, rebate Yago.

(Diário do Pará)

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