Depois de jogar em Goiânia, e perder para o Atlético/GO, por 1 a 0, o Paysandu partiu neste domingo em direção a cidade de Chapecó, onde enfrenta amanhã a Chapecoense, líder do campeonato com 13 pontos. Ainda em solo goiano, a delegação bicolor fez um último treino na manhã de ontem, no CT do próprio Atlético, partindo em seguida para a cidade catarinense, onde fará treino a partir das 16h, no campo do Água Amarela.
Sob o comando do técnico Givanildo Oliveira, o clube paraense tentará quebrar uma escrita indigesta: impor a primeira derrota ao líder da Série B, que, em cinco jogos, conquistou quatro vitórias e um empate. Por outro lado, a escrita bicolor precisa ser melhorada para sair dos cinco pontos em cinco jogos, sendo uma vitória, dois empates e duas derrotas.
Apesar dos números contraditórios, o Paysandu praticamente completo, incluindo os reforços recém-integrados, mas sem o volante Ricardo Capanema e o atacante Heliton, em recuperação médica na capital paraense. Ao todo, 20 atletas foram relacionados para os dois jogos fora de casa, com o objetivo de repetir a mesma postura tática, mas sem as falhas de finalização.
“Fomos uma equipe mais ousada (contra o Atlético-GO), que buscou a vitória, mas infelizmente não veio. Então, é esse o espírito que precisamos levar contra a Chapecoense. A gente sabe que vai fazer um jogo difícil, contra o líder da competição, porém temos condições de surpreender eles dentro de casa. E para isso, precisamos ser mais ousados”, garante Marcelo Nicácio, que pela primeira vez trabalha com Givanildo Oliveira.
“Ele é um cara muito verdadeiro. Essa tem que ser a filosofia de trabalho no futebol brasileiro, porque pegamos muita gente que engana, que mente”, diz. A delegação retorna a Belém na quarta-feira, com desembarque programado para às 13h50.
Pausa ajudará a entrosar a equipe
Após as primeiras seis rodadas da Série B, os clubes saem de cena e dão vez as seleções que irão participar da Copa das Confederações. Neste período, os clubes terão exatos 20 dias para qualquer ajuste no elenco.
No caso do Paysandu, o tempo vai ajudar a melhorar o entrosamento de uma equipe com oito reforços integrados, além da troca de comando técnico, agora nas mãos de Givanildo Oliveira.
Soma-se a isso, a desconfortável posição na tabela: ser 14ª colocado. “(A pausa) É boa pela nossa situação. Se tivéssemos vivendo a fase do Chapecoense, com certeza seria ruim, porque você dá uma esfriada. No nosso caso, dá oportunidade de trabalhar com o Givanildo. Vamos ter oportunidade dele colocar algumas coisas que sabe que está faltando”, confirma Marcelo Nicácio.
Uma das principais observações desde a demissão do ex-técnico Lecheva, ditas pelo interino e auxiliar, Rogerinho Gameleira, com relação a postura da equipe, é a marcação leve, que facilita as investidas adversárias, sobretudo nos contra-ataques, onde o Paysandu tem tido momentos infelizes.
Espera-se que os bicolores sigam na prática as instruções do auxiliar, mas com o aval do recém-chegado Givanildo. “Ele chegou agora e não teve muito tempo pra treinar, mas com certeza na volta, no dia 2 de julho, vamos estar bem melhor”, completa Nicácio.
“Será uma guerra”, diz goleiro
O próximo confronto do Paysandu pela Série B do Campeonato Brasileiro marca, nesta terça-feira, marca a vida dos bicolores por dois motivos: o adversário é o líder do certame, a Chapecoense; e este será o último jogo antes da pausa para a Copa das Confederações, que só retorna no próximo dia 2 de julho. Trocando em miúdos, encarar o melhor time da segundona embalado, não esconde o objetivo bicolor: vencer para dar uma estabilidade emocional aos atletas é fundamental.
Na última partida da equipe catarinense no estádio Indio Condá, o ABC saiu goleado e caiu direto para a lanterna, situação que os bicolores pretendem evitar com muita cautela, sobretudo no que diz respeito aos erros de passe e espaço ao adversário. As finalizações, outro ponto crítico da equipe, completam a lista de exigências para um bom resultado.
“No futebol você vive de vitórias. Não adianta você jogar bem e não trazer os pontos. Já tive oportunidade de jogar contra em Chapecó. Fiquei 10 anos no Criciúma e joguei muito o Campeonato Catarinense, e lá, se você se descuidar, acontece o que aconteceu com o ABC: com 30 minutos, já estava 4 a 0”, lembra o goleiro Zé Carlos.
O goleiro diz ainda que o estádio catarinense não tem um bom histórico no quesito gramado, mas a melhora atual veio para facilitar a vida tanto do visitante, quanto do próprio mandante, que tem a seu favor o peso da torcida. “Agora o gramado está bom, mas em Condá sempre foi ruim. É uma pressão, ainda mais com o time no topo da tabela e com uma vitória dessas. Fiquei três meses na Chapecoanese, conheço muita gente de lá, pode ter certeza que vai ser uma guerra, com a presença da torcida”, acrescenta.
Perder pontos em casa faz muita falta
Depois de três jogos em casa e dois fora, o Paysandu só retorna a jogar na capital paraense no término da Copa das Confederações. Dia 2 de julho, será a vez do Guaratinguetá pisar no gramado do Mangueirão, onde os bicolores farão o possível para sair com o triunfo diante de sua torcida. Depois de duas partidas jogando em Paragominas, onde apenas dois empates foram garimpados, jogar na capital tranquiliza os jogadores, mas ao mesmo tempo aumenta a responsabilidade.
O excesso de pontos desperdiçados em jogos dentro do Pará tornam a campanha do Paysandu preocupante. Caso tivesse obtido êxito, estaria agora numa confortável ponta da tabela, e os jogadores admitem o vacilo. “No meu ponto de vista, perder pontos dentro de casa não é normal. Já fizemos três jogos em Belém, e o normal seria conseguir esses nove pontos. Mas o time deixou, em dois jogos, escapar as vitórias e isso nos força a recuperá-los jogando fora para resgatar o que foi perdido na nossa casa”, opina Marcelo Nicácio. Dos nove pontos possíveis, Papão obteve apenas cinco. Fora de casa, o retrospecto é um pouco menos interessante, haja vista que das duas vezes que o Papão saiu de casa, perdeu pelo placar de 1 a 0. A primeira para o Ceará, e a seguinte diante do Atlético/GO. O próximo desafio será contra o Chapecoense, em Santa Catarina.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar