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ESPORTE PARÁ

Ex-bicolor foi o carrasco do clube paraense

Bem que o Paysandu tentou, mas foi difícil posicionar-se de maneira adequada perante a forte equipe da Chapecoense, que venceu por 3 a 2, no estádio Arena Condá, em partida válida pela 6ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. A segunda derrota conse

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Bem que o Paysandu tentou, mas foi difícil posicionar-se de maneira adequada perante a forte equipe da Chapecoense, que venceu por 3 a 2, no estádio Arena Condá, em partida válida pela 6ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. A segunda derrota consecutiva na competição deixa os bicolores com apenas cinco pontos.

A julgar pelo primeiro tempo, o resultado geral seria cantado desde o início. Nos 10 minutos iniciais, a Chapecoense já tivera três bolas na trave contra nenhum forte ataque bicolor, que insistia em avançar pelas laterais, não sendo correspondido pelo ataque. A postura recuada permitiu uma pressão descomunal, alimentada pela atuação irregular do lateral-esquerdo Janíllson.

Os donos da casa avançaram com Bruno Rangel tendo as melhores chances, até que, aos 42 minutos, uma bola aérea da esquerda acha a cabeça do artilheiro, abrindo o placar. No segundo tempo, o improvável tomou conta da partida e o Paysandu cresceu, adiantou a marcação no meio-campo e dominou claramente os espaços com as entradas de Iarley e Marcelo Nicácio.

Não demorou para o empate. Aos 19, Iarley cruzou bola na área, que espirra na zaga e sobra para Eduardo Ramos bater de primeira. 1 a 1. A partida ficou eletrizante. Nicácio quase vira um minuto depois, mas foi Janílson que resolveu facilitar, ao cortar uma bola nos pés do adversário, que cruzou, sobrando novamente para Bruno Rangel aumentar: 2 a 1.

E quando partida encontrava um desfecho, Yago Pikachu avançou pela direita e cruzou na medida para Iarley abaixar-se e concluir. 2 a 2. O empate, aos 45 minutos, parecia sacramentado, mas novamente o futebol encontrou um destino infeliz aos bicolores, entristecidos em ver o renegado Bruno Rangel, 60 segundos depois, pôr fim no placar, também de cabeça: 3 a 2.

Carrasco diz que torceu pelo acesso

Talvez por ironia do destino, a vitória catarinense veio coroada por um detalhe que combina com aqueles típicos ditados populares. “O mundo dá voltas”. E nesse retorno, Paysandu e o atacante Bruno Rangel cruzaram-se mais uma vez nos gramados da vida, desta vez, com um final feliz para o atleta, autor dos três gols do Chapecoense, incluindo dois de cabeça, na qual defendia ser sua especialidade na mal sucedida passagem pelo Paysandu, em 2010.

“Pois é, o Bruno Rangel. Não tive oportunidade de jogar com ele no Paysandu, mas quando ele estava lá, ele não fazia tudo isso (risos). É um grande jogador e merece nosso respeito”, elogia o capitão Vanderson. Na época, o atacante não foi aproveitado na equipe bicolor e após ser dispensado, trilhou diversos caminhos no futebol até encostar na equipe catarinense.

No entanto, depois de provar o valor dentro das quatro linhas, continua mantendo a humildade em reverenciar o clube que um dia lhe abriu as portas. “Foi um jogo difícil, o Paysandu veio forte e tocou bem a bola. Estamos de parabéns pelo resultado dado ao nosso torcedor. Agora, eu tenho um carinho muito grande pelo Paysandu, mas a vida segue. Eu estava torcendo na Série C, contra o Macaé. O time merece, assim como o Remo. Espero um dia voltar lá”, confessa, mostrando que o comportamento pacato continua o mesmo. O que apurou foi apenas a pontaria na hora de acertar a trave.

Givanildo acha que equipe evoluiu

A derrota para a Chapecoense foi a segunda sob o comando de Givanildo Oliveira, até aqui com dois jogos sob sua responsabilidade direta. E justamente por ter tido pouco tempo para trabalhar a equipe, apenas dois treinos com bola, o técnico não criticou o resultado em detrimento da postura em campo, sobretudo na segunda etapa, com as entradas de Iarley e Marcelo Nicácio, que deram nova cara ao Paysandu, até então apático com Rafael Oliveira e João Neto.

“O time não está jogando mal, mostrou isso dentro do jogo. Tem vontade de jogar e trabalha com a bola. Nos dois últimos jogos foram assim em tempos diferentes. Você não fica satisfeito porque perdeu, mas em compensação, se sente melhor devido ao rendimento da equipe. A entrada do Marcelo Nicácio e do Iarley deu certo. Eles colocaram velocidade, movimentação. Mas perdemos a partida, infelizmente”, lamentou.

Na falta de uma explicação lógica, devido a surpresa do resultado no último minuto, a constatação na qual Givanildo se segura, tem respaldo legal, haja vista o nível do Chapecoense dentro de casa. Mas de acordo com o próprio Giva, o peso das derrotas só faz reforçar a necessidade em aproveitar a folga no campeonato para fazer uma verdadeira varredura em tudo o que há de irregular.

“É difícil fazer isso, porque não fiz nenhum coletivo. Cheguei em um jogo na terça, treinei quarta e viajamos na sequência. Fiz um treino de recreação e jogamos. Por isso estou satisfeito, senão, eu não estaria. É um bom grupo. Agora tem algumas situações a trabalhar. Nós tivemos uma situação onde um atleta entregou, deu as costas e outro não voltou. Perdemos dois jogadores”, prossegue, já planejando a agenda bicolor nos próximos dias. “Agora nós vamos ver essa inter temporada. Tem aquele torneio que, pelo o que sei, não vai ter. Vamos voltar e marcar esses jogos por ao menos uma semana”, completa.

Tem que achar onde está esse erro!

Após um primeiro tempo em branco, ofertando espaços no campo de defesa, sem conseguir filtrar as jogadas de meio-campo com o ataque e, o mais grave, correndo riscos imensos na zaga, o Paysandu não poderia ter saído com outro resultado que não fosse a derrota parcial. A julgar pelo primeiro tempo e algumas falhas no segundo, seria difícil sair com uma vitória, mesmo tendo um elenco em pé de igualdade.

“Todo mundo tinha consciência da dificuldade. Eles são entrosados, têm anos com a base, então era preciso ficar ligado nos 90 minutos. Mas, se eles têm elenco, nós também temos. Agora, principalmente no segundo gol, faltou maturidade. Coisa de dois ou três minutos”, lamenta o capitão Vanderson. No entanto, a postura no segundo tempo foi outra. Duas mudanças deram cara nova, com jogadores experientes. Mas o que sobrou na frente ficou devendo atrás.

“Seria melhor jogar mal e conseguir a vitória, apertada, no sufoco. Infelizmente estamos jogando bem, mas no final o importante não está saindo. Tem alguma coisa errada e esses dias vão ser para trabalhar isso, porque o Paysandu tem time para chegar no G4 ao final da Série B”, confia o volante.

O meia Eduardo Ramos também opinou. “Eu disse que é preciso deixar de jogar bonito e ganhar. Alguma coisa falta. Novamente não merecíamos. Daqui a pouco não conseguimos mais subir e vai ser difícil”.

(Diário do Pará)

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