Apesar de o canal por assinatura SporTV ter confirmado, o torneio Pará-Rio está ameaçado de não acontecer, já que Flamengo (RJ) e Vasco (RJ) não gostaram da proposta da emissora e desistiram da competição. Há também a possibilidade da lacuna ser preenchida por outros clubes, como o Botafogo (RJ), e, assim, o torneio ser realizado nas próximas semanas.
A diretoria azulina deixou claro que seria interessante que a competição acontecesse nesta semana, já que seria um torneio de alto nível técnico e considerando que o clube irá enxugar o elenco nas próximas semanas. O torneio poderia ser importante também para ajudar o Leão financeiramente.
A diretoria remista espera a definição dos organizadores e, em breve, deve marcar amistosos. Existe a possibilidade de ocorrer um em Macapá, contra o Ypiranga (AP), no próximo dia 27 ou 28, faltando apenas detalhes para serem acertados.
Apesar de o clube estar sem verba, os dirigentes decidiram, em reunião, que a prioridade é pagar primeiro os funcionários do clube e depois os atletas, para evitar problemas na justiça.
CBF aproveita recesso para resolver ‘caso Genus’
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) recebeu no final da tarde da última segunda-feira (10) a liminar concedida pelo juiz Raimundo Rodrigues Santana, da 10ª Vara Cível de Ananindeua, que determinou a suspensão dos jogos do Genus-RO na Série D do Campeonato Brasileiro.
Fundamentado no Estatuto do Torcedor, o remista Wendel de Souza Figueiredo, representado junto à justiça pelos advogados Valber Motta e Vanessa Egla, aponta irregularidades quanto à inscrição do time rondoniense na competição e objetiva, assim, a exclusão da equipe do torneio e a entrada do Clube do Remo em sua vaga.
A decisão obriga que a CBF suspenda os jogos da equipe de Rondônia enquanto o caso não for julgado. Algo que a entidade já confirmou que será feito. A Série D, no entanto, será paralisada durante a disputa da Copa das Confederações e a CBF cumprirá a liminar normalmente, porém o seu Departamento Jurídico já está preparando uma defesa por escrito. A entidade nacional deve tentar com um recurso para derrubar a liminar, mantendo o Genus na competição.
A Federação Paraense de Futebol (FPF) se manifestou, por meio de seu assessor jurídico Antônio Cristino Mendes, sobre a ação jurídica feita pelo torcedor remista. Segundo o assessor, quando a Federação tomou conhecimento da ação, já não havia mais tempo para cumprir a decisão da Justiça. “No dia da entrega da liminar ao delegado do jogo não havia expediente na Federação. O período de trabalho é de segunda a sexta-feira de 13 às 18h. Caso este documento tivesse chegado neste tempo hábil, o próximo passo seria analisá-lo”, justificou.
Sobre o caso, o diretor de futebol remista Maurício Bororó aproveitou para ressaltar, mais uma vez, que a diretoria azulina está interessada, mas que fica sabendo de tudo pela imprensa, que nada tem a ver com o caso. “Isso foi uma atitude apenas do torcedor, a gente se importa porque é de nosso interesse, mas ficamos sabendo dos acontecimentos por vocês da imprensa”, contou.
(Diário do Pará)
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