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ESPORTE PARÁ

Clima de tristeza no desembarque do Papão

Às 13h50 desta quarta-feira, poucos jogadores do Paysandu desembarcaram no saguão do Aeroporto Internacional de Val-de-Cães, em Belém, após a derrota por 3 a 2 para a Chapecoense-SC, pela Série B do Brasileirão. Depois do segundo insucesso consecutivo, os

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Às 13h50 desta quarta-feira, poucos jogadores do Paysandu desembarcaram no saguão do Aeroporto Internacional de Val-de-Cães, em Belém, após a derrota por 3 a 2 para a Chapecoense-SC, pela Série B do Brasileirão. Depois do segundo insucesso consecutivo, os bicolores voltam para a zona de rebaixamento, na 17ª posição, com cinco pontos em seis jogos.

Um a um, os jogadores foram deixando o aeroporto em carros particulares, muitos sem gravar com a imprensa. Eduardo Ramos, Djalma, João Neto, Rafael Oliveira, Yago Pikachu e Vanderson, somados a integrantes da comissão técnica, foram os remanescentes notados ali. Os demais, incluindo o técnico Givanildo Oliveira, foram para suas respectivas cidades, haja vista que o plantel recebeu folga e só se reapresenta na próxima segunda-feira (17).

Aos que arriscaram algumas palavras, o conteúdo não poderia fugir muito da regra. “Esses dois jogos que fizemos fora, não ficamos felizes pelo resultado, mas sim pela partida que fizemos. Nosso time não merecia esse placar, mas aconteceu. Nesses dias vamos descansar e na volta acertar o que deu de errado para não perder mais pontos, principalmente desta forma como foi ontem (terça-feira)”, admite o capitão do time, Vanderson.

Também pudera. Independente do resultado, o Paysandu apresentou um futebol aguerrido, como há muito não era visto aos olhos dos próprios atletas e da torcida. Por muito pouco, devido uma falha individual do lateral-esquerdo Janílson, o ex-bicolor Bruno Rangel pôs fim na tentativa de sair com um ponto na bagagem. Daqui para frente serão cerca de 20 dias, nos quais a equipe poderá cumprir intertemporada no município de Barcarena.

Até lá, serão quatro dias de descanso, em seguida o grupo se reunirá novamente, para que não se repita as cenas do desembarque, com jogadores isolados em cada canto, aguardando a hora de voltar para casa.

Estar na rabeira da tabela é ruim!

Ao término da terceira rodada da Série B, o Paysandu já tinha realizado três jogos, sendo dois empates e uma derrota. A situação, apesar de precoce, não inspirava tranquilidade, e como estopim da crise, o técnico Lecheva acabou demitido para a chegada de Givanildo Oliveira. O novo comandante assistiu de camarote o Paysandu vencer a primeira, contra o Paraná, sob o comando do auxiliar técnico Rogerinho Gameleira.

E quando realmente recebeu o bastão, pouco pôde fazer. Bem ao estilo “coronel”, disse estar seguro com as peças naquela altura, e que nada poderia fazer antes de trabalhar com o plantel. Todavia, deixou muito claro. “É impossível trabalhar com 42 atletas”. O recado fora dado. Não o suficiente, sucederam-se mais duas derrotas e novamente os bicolores voltam para o fim da tabela, à frente apenas do Guaratinguetá-SP, América-RN e ABC-RN.

“Eu fico preocupado sim. Ninguém gosta de ficar na zona de rebaixamento. Claro que esse é só o início, tem muita coisa para acontecer, mas estamos perdendo pontos preciosos que podem fazer muita falta lá na frente. Acho que todo mundo está chateado, de cabeça baixa. Mas é como eu falei, muita coisa vai acontecer e após essa parada espero que o time retorne com outro foco”, aguarda Vanderson.

“Não era uma vitória, mas era um empate, um ponto fora de casa”, disse Rafael Oliveira.

Tem gente no elenco que ainda não caiu na real

Poucos jogadores arriscaram uma palavra mais sensata ao analisar de modo mais consistente a má fase vivida pelo Paysandu. Desde a troca de técnico, a equipe ainda não decolou, apesar de apresentar, em alguns instantes, atuações dignas de uma equipe condizente com o nível da competição. Em outros, comporta-se de forma amadora, permitindo gols em momentos finais de partidas, um tipo de “carma” que acomete o plantel.

No elenco, todos se perguntam: O que está faltando? Há alguma coisa errada? Não se sabe, mas a começar pelas medidas da diretoria, a resposta pode estar muito além do temido troca-troca que vitimou o primeiro técnico da temporada.

“A mudança não teve nenhum motivo assim. Tenho certeza que se o Lecheva estivesse no banco, poderia acontecer o mesmo. Acho que isso não é desculpa. O Givanildo não teve nenhuma culpa no resultado, porque quem joga somos nós”, opina Vanderson.

Argumento mais claro, na visão dele, não existe.

Novamente o jogo foi decidido em detalhes. “Falando desse jogo contra o Chapecoense, acho que faltou concentração. Nós falamos, antes do jogo, que ele seria resumido em detalhes. E foi assim. No último minuto do primeiro tempo e no final do segundo, pegamos gols. Então faltou atenção e concentração”. Entre críticas e decepções, este alerta é o mais comum dado por quem fala o que pensa como o volante e capitão.

Além de Vanderson, quem vem batendo nesta tecla há muito é o meia Eduardo Ramos. Notadamente uma das grandes contratações do Papão, o “maestro”, não cansa de repetir a cada insucesso, que o problema reside na entrega de alguns companheiros e no vacilo nos momentos finais. Trocando em miúdos, comparando também com a frase do goleiro Zé Carlos. “Tem gente que ainda não percebeu que estamos na Série B”, é o que dizem e há quem vista a carapuça.

(Diário do Pará)

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