De certo, a Série B do Campeonato Brasileiro não é um campeonato fácil. Quando se reergueu da temida Terceira Divisão, o Paysandu tinha em mente que a partir daquele momento não poderia mais cometer deslizes simples, falhas amadoras ou erros crassos para uma equipe que permaneceu na fila de espera por seis anos. A lição baseava-se, sobretudo, na batalha árdua dos 22 jogos, percorridos de Norte a Sul do Brasil. Senão vejamos: ao iniciar a Série C, o Papão tinha no comando Roberval Davino, conhecido no Pará por ter dado aos azulinos a única conquista nacional naquela mesma divisão. Depois de um começo otimista, com duas vitórias seguidas, os bicolores se perderam numa sequência de três empates e uma derrota (1 a 0 para o Treze-PB), suficiente para derrubá-lo. Em seguida, Lecheva assumiu com uma vitória, antes da chegada de Givanildo Oliveira. O atual treinador, na época, não conseguiu uma vitória em seis partidas. Foram cinco empates e uma derrota, situação insustentável para o próprio pernambucano, que entregou o cargo, dando início a era de Ricardo Mendes, o Lecheva. Passando por cima de crises internas, tropeços da diretoria e baixas no elenco, aos trancos e barrancos Lecheva devolveu a alegria ao torcedor bicolor. Àquela altura, a equipe sofrera com desfalques, entre eles dois goleiros, empurrando a camisa 1 ao desconhecido João Ricardo. No ataque, uma dupla duvidosa com Kiros e Rafael Oliveira/Thiago Potiguar. Como se não bastasse, vieram as perdas de mando de campo, causada pela fúria da Fiel, já impaciente com tanta morosidade. Com tudo isso, o Paysandu foi mais forte e fez valer a alcunha de “Campeão do Norte”. |
(Diário do Pará)
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