A partir das 16 desta segunda-feira, a Curuzu vai se transformar em uma verdadeira arena de trabalhos. Sob o comando de Givanildo Oliveira, 42 jogadores iniciam uma maratona de treinos, com um objetivo não muito satisfatório para alguns deles, que, ao final da semana podem ter uma boa notícia, assim como uma triste realidade. 14 atletas serão desligados da Série B, a pedido do treinador, possivelmente até o final desta semana.
A intenção do técnico é reduzir o elenco, que, a partir da próxima semana, irá participar de uma intertemporada, com local ainda indefinido. Na espera, aguardam os municípios de Barcarena e Macapá (AP). Givanildo Oliveira pretende enxugar o plantel para 28 atletas, os demais, deverão ser emprestados para outros clubes, enquanto alguns devem fechar acordo com a diretoria para rescindir contrato.
“Estamos acertando entre essas duas cidades. Todas nos ofereceram boas estruturas e, a partir desta semana, o Givanildo Oliveira fará suas avaliações ainda em Belém. Depois disso vamos definir o local da nossa intertemporada”, adianta o presidente Vandick Lima. A contar pelos jogadores que retornam aos trabalhos, pela primeira vez o treinador terá todos à sua disposição.
Retornam do departamento médico o volante Ricardo Capanema e o lateral-esquerdo Rodrigo Alvim. Seguem no grupo os recém-contratados que sequer foram relacionados para uma partida ou estrearam – zagueiros Jean e Fábio Sanches. Os demais são divididos entre remanescentes da Série C, oito atletas contratados para a disputa do Campeonato Paraense e o restante oriundo das categorias de base.
LECHEVA E GIVA
O presidente Vandick Lima comentou durante o fim de semana sobre a saída de Lecheva do comando técnico do Paysandu. “Existiam pressões para a saída dele e não é de agora. Quando perdemos dois Re-Pas seguidos no segundo turno, muita gente queria a saída dele e eu segurei. Foi assim na eliminação da Copa do Brasil dentro de casa para o Naviraiense. No entanto, depois de três rodadas, nós achamos que seria a hora de mudança no comando técnico, mas ele sai com as portas todas abertas”.
Sobre a entrada de Givanildo, Vandick admitiu consciência sobre as críticas em cima da contratação, mas rebate com um discurso muito objetivo. “Ele tem uma carreira vitoriosa no futebol. São cinco acessos na carreira e nós pensamos desta forma. Acreditamos que ele reúna essas condições e que na volta da Série B o Paysandu possa avançar em direção ao G4”, conclui.
Base bicolor vai passar por reformulação
Se as coisas não andam muito bem no futebol profissional do Paysandu, o mesmo também pode ser dito a respeito das categorias de base do clube. Este ano, na disputa do Campeonato Paraense Sub-20, o Paysandu conseguiu a proeza de terminar a primeira fase na lanterna do grupo A, com três pontos em cinco jogos, atrás de Vila Rica, Pinheirense, Castanhal, Izabelense e Sport Clube Belém.
O mau resultado, de acordo com o coordenador das divisões do futebol amador, Carlos Alberto “Mancha”, é decorrente de algumas mudanças concebidas pela atual diretoria, que têm encontrado dificuldade em conciliar novas diretrizes com o futebol, mas que em muito breve, após ser estruturada, dará frutos.
“As categorias de base do Paysandu passam por uma reestruturação, haja vista as exigências do mercado. Dentro dessa estruturação, nós queimamos algumas etapas, precisamos tratar de questões importantes, como mudanças de treinadores. Estamos montando essa metodologia para evoluir”, explica “Mancha”.
Outro fator atentado pelo dirigente, diz respeito ao baixo nível de experiências fora do estado. “O intercâmbio é fundamental. É preciso que a gente saia. O presidente conseguiu um intercâmbio para o Sub-17. Serão no mínimo cinco partidas na Bahia”, revela.
A base bicolor tem sido relevante no que diz respeito ao próprio elenco profissional. De lá vieram Yago Pikachu, Djalma, Rafael Oliveira, Paulo Rafael entre outros. Isso para não citar nomes como Paulo Henrique Ganso, do São Paulo. Por fim, o coordenador atenta que não só o clube deve dar atenção especial, mas sim a própria federação. “Nós estamos conversando para tornar os campeonatos da base mais competitivos”, informa.
(Diário do Pará)
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