A diretoria do Remo, muito criticada e cobrada pelos torcedores pela não participação da equipe na Série D de 2013, tem recebido elogios do técnico Charles Guerreiro e dos jogadores quando o assunto é pagamento de salários em dia. E mesmo sem verba e na situação difícil na qual o clube se encontra, voltou a ser valorizada, agora pelo atacante Branco, que tem contrato até o final do ano.
“Eu queria uma posição da diretoria quanto à minha situação (se vai permanecer ou não no clube), mas o salário está todo certinho. Eu já tinha passado por vários clubes e vivido aquela situação de não receber e aqui não. Eu não tenho nada a reclamar dos diretores e do Clube do Remo. A gente se cobra por não ter conseguido o objetivo principal, porque nós jogadores fomos os causadores da situação em que o clube está. Nós (atletas) não conseguimos o objetivo principal que era disputar a Série D”, admite.
Já sobre um suposto interesse do Rio Branco (AC) no seu futebol, o jogador disse desconhecer. “Não estou sabendo de nada, não recebi proposta. Tenho contrato com o Clube do Remo e em momento algum eu vou sair sem conversar primeiro com a diretoria”, explicou.
O jogador aguarda agora o esperado enxugamento da folha salarial e as últimas definições acerca do futuro do clube, para saber se ainda continuará no Remo.
As datas se foram e nada de torneio...
O canal por assinatura SporTv chegou a confirmar o torneio Pará-Rio para as datas de 13 e 15 de junho, mas, posteriormente a isso, Flamengo (RJ) e Vasco (RJ) não gostaram da proposta da emissora e praticamente desistiram da competição.
Nos bastidores, no entanto, ainda há quem ventile a possibilidade do torneio ainda ocorrer e da lacuna ser preenchida por outros clubes, como o Botafogo (RJ) e até mesmo clubes estrangeiros, como o Libertad do Paraguai.
“A organização do evento parou de se pronunciar e o assunto acabou esfriando. Mas acredito que o projeto esquente novamente e aconteça mesmo. Tudo indica para isto”, revelou o presidente da Federação Paraense de Futebol (FPF), Antônio Carlos Nunes.
EXPOSIÇÃO
Mesmo assim, oficialmente não existe nada confirmado e a diretoria azulina e o técnico Charles Guerreiro temem que alguns atletas já tenham saído do clube e isso pese qualitativamente, em caso da remota possibilidade do torneio realmente acontecer.
“A gente sabe como é Re-Pa. O Paysandu está na Série B. Se eu for jogar um clássico com um time que ainda não está montado, com muito jogadores jovens e levar um sacode do Paysandu, no outro dia nem estarei mais aqui”, explica Charles, sem esconder a preocupação.
(Diário do Pará)
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