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ESPORTE PARÁ

Givanildo avalia quem fica no elenco do Papão

Há tempos a Curuzu não presenciava um número tão elevado de jogadores trabalhando em conjunto. Durante toda tarde de ontem, o técnico Givanildo Oliveira começou a avaliar o plantel, tendo à disposição cerca de 40 atletas. Os únicos que permanecem de fora

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Há tempos a Curuzu não presenciava um número tão elevado de jogadores trabalhando em conjunto. Durante toda tarde de ontem, o técnico Givanildo Oliveira começou a avaliar o plantel, tendo à disposição cerca de 40 atletas. Os únicos que permanecem de fora são o meio-campo Lineker, o atacante Heliton e o lateral-esquerdo Pablo. Os demais participaram de um treino regenerativo, após a folga de cinco dias, já projetando os próximos 14 dias de testes.

O primeiro contato não foi exatamente puxado. O técnico preferiu um treino recreativo de dois toques, formando equipes com 15 e 16 jogadores. Após cinco dias de folga, os atletas avaliam o retorno ameno como parte importante no processo que irá, nos próximos dias, aumentando gradativamente, até as avaliações serem concluídas por Givanildo Oliveira.

“Como ele falou, hoje (ontem) foi mais um trabalho regenerativo, devido passarmos quatro dias de folga, sem muita cobrança. Um pouco de posicionamento para que os jogadores se movimentem. Amanhã (hoje), ele já vai colocar a cara dele em prática”, descreve Iarley.

Segundo o atacante, a pausa, apesar de algumas cobranças por parte da torcida, veio no momento ideal. “Pelo tempo que a gente vai ter até o próximo jogo, que é só no dia 2 (de julho). Se você não dar essa folga, você acumula um trabalho muito grande. Não é merecimento, é a questão física e clínica. Não é porque estamos mal na tabela que você vai meter o chicote nos jogadores e tudo vai ficar certo. Todo mundo fica triste, porque queríamos uma posição melhor”.

Enquanto a bola rolava no gramado, Ronaldo, preparador de goleiros, trabalhava em separado com os arqueiros. Na formação improvisada, Zé Carlos e Marcelo entraram nos reservas e titulares, respectivamente. O placar ficou em 3 a 0 para a equipe principal, com gols de Rafael Oliveira, Iarley e Marcelo Nicácio.

AUSÊNCIAS

Dos 42 dois atletas, apenas três nomes configuram entre as ausências no plantel bicolor. O meio-campo Lineker, o atacante Heliton e o lateral-direito Pablo estão sob os cuidados do departamento médico.

Pablo está acometido de uma infecção intestinal, o atleta foi poupado e passa por hidratação e repouso.

Heliton está afastado desde a terceira rodada da Série B devido uma lesão no tornozelo e o retorno ainda é incerto.

Lineker sofreu ruptura de ligamentos e ainda se recupera.

Ataque promete mais empenho

Reduzir o elenco em aproximadamente 14 nomes não será uma tarefa simples. Muitos jogadores não tiveram sequer a oportunidade para mostrar talento. No entanto, quando se fala em Série B, as cobranças são maiores e a necessidade de selecionar os melhores aumenta. É desta forma que um dos setores mais cobrados do time, o ataque, enxerga a missão de Givanildo Oliveira.

Em seis jogos, o Paysandu marcou seis gols, mas conseguiu apenas uma vitória. Passaram pela frente Rafael Oliveira, João Neto, Iarley, Heliton, Bruno, Marcelo Nicácio e Careca. Contudo, sete nomes e a possibilidade de redução não assustam quem já conhece as entrelinhas do futebol e as reviravoltas que o mundo da bola oferece.

“A pressão é natural e sempre vai existir. Fazendo gols ou não, será assim, mas agora é preciso ter tranquilidade, porque se você olhar o repertório dos atacantes, o Careca é o artilheiro do Brasil, com 19 gols. O Rafael Oliveira fez 12, o João Neto fez 10. Então, de nível, está alto”, avalia Nicácio, em desacordo com as críticas sobre os colegas que não estufaram as redes como se esperava.

“A gente não pode crucificar o jogador por causa de cinco jogos que não marcaram gols. É preciso ver um todo do que fizeram até agora. E se não fez, é questão de trabalho, tempo. Atacante é assim, se não vive um bom momento, precisa trabalhar, perseverar. Uma hora a bola entra”, completa. A mesma opinião é compartilhada por Iarley que, quatro dias depois da folga, sabe da vontade individual dos companheiros.

“Todo jogador que teve essa parada e descansou, vai vir com tudo pela posição. E eu não sou diferente. Analisando friamente os jogos que fizemos, onde perdemos pontos depois de medir força com outros clubes e constatar que a diferença é pouca, sabemos que o time vai acertar e ser mais competitivo”.

(Diário do Pará)

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