O Presidente do Conselho Deliberativo (Condel) do Remo, Manoel Ribeiro, resolveu transferir a reunião que iria discutir, nesta quinta-feira, a proposta de reforma do estatuto do clube. Insatisfeita com a mudança de data, a diretoria da Associação de Sócios do Clube do Remo (Assoremo) imediatamente convocou torcedores e associados para um protesto, hoje, a partir das 18 horas, com saída do Largo do Redondo em direção à casa do presidente do Condel.
A Assembleia Geral foi adiada para os dias 13, 20 e 27 de agosto. Segundo Manoel Ribeiro, a mudança foi feita porque todos os sócios precisam ter tempo para tomar conhecimento do grande número de propostas de emendas apresentadas por associados.
O argumento, porém, não convenceu a Assoremo. Para a associação, os dirigentes temem o grande movimento entre os torcedores e, por isso, a Assembleia Geral foi cancelada. Ainda segundo o grupo de associados, no encontro que aconteceria hoje, provavelmente as eleições diretas seriam aprovadas e isso é tudo o que os dirigentes temem.
Em nota, a Assoremo também acusa Manoel Ribeiro de passar por cima do Condel, da Comissão de Estatuto, dos autores de emendas, dos sócios e da torcida em geral, de forma autoritária, ao transferir para agosto a Assembleia, com o intuito de desmobilizar a torcida.
A Assoremo ainda afirma que rompe todas as relações com a Comissão De Estatuto, já que não houve nenhuma intervenção diante do Coronel Manoel Ribeiro.
Relatório vai mostrar raio-x das dívidas
Com o afastamento do presidente Sérgio Cabeça por um período de 90 dias, o vice, Zeca Pirão, já está em exercício como mandatário do Clube do Remo. Logo após assumir o comando, Pirão solicitou uma reunião interna para tratar da situação financeira do clube.
No último encontro, anteontem (25), ele pediu união e transparência no clube, além de um relatório completo, para conhecer as dívidas e pendências com funcionários e jogadores de forma detalhada. “Conversamos sobre os débitos, dos problemas financeiros. Pedi um levantamento de cada setor do clube”, revelou.
Uma das questões mais preocupantes para o Remo, atualmente, envolve o departamento jurídico do clube, que não conseguiu suspender o bloqueio do patrocínio do Governo do Estado, junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que não aceitou o acordo proposto pelos advogados azulinos.
Com isso, os depósitos do governo permanecerão bloqueados para garantir o pagamento de parte da dívida do clube, que chega a pouco mais de R$ 10 milhões.
(Diário do Pará)
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