Às 21 horas da próxima terça-feira (2), quando fará sua reestreia no Campeonato Brasileiro da série B diante do Guaratinguetá (SP), o Paysandu vai retornar à Curuzu, onde viveu momentos inesquecíveis no decorrer de seus 99 anos de história. Com o interesse de jogar em casa, que ganhou o apelido de ‘Caldeirão’, a diretoria deve solicitar à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) a transferência de outras partidas para o seu estádio.
A questão é: até que ponto a Curuzu traz, efetivamente, a tão falada mística bicolor, aquela magia desconhecida, que, somada a presença maçante do público, fez muitos adversários caírem impiedosamente? Em face disso, por que em alguns casos toda áurea se perdeu e conseguiu, da mesma forma impiedosa, dar o revés aos donos da casa?
Jogando em casa, o Paysandu sempre teve o apoio maciço da Fiel Bicolor. Apesar de pequeno, acostumou-se a ser surpreendido por grandes públicos, como na Série B de 2001, ano da última conquista brasileira do Papão. Cerca de 20 mil pessoas, considerado o maior público do estádio, viram um Avaí (SC) abatido por uma sonora goleada de 4 a 0, com direito a dois gols do atual presidente, Vandick Lima. O Papão sagrava-se bi-campeão Brasileiro.
As glórias e a pujança sempre foram parte da história bicolor, contudo, o caldeirão também viu fracassos homéricos. No dia 17 de outubro de 2010, diante de 16 mil pessoas, o Paysandu dependia de uma vitória simples e perdeu de forma melancólica nas oitavas de finais da série C por 3 a 2 para o Salgueiro, dando ao time pernambucano o acesso à Série B. O episódio entrou para a história como o “Salgueiraço”.
Este ano, pela Copa do Brasil, foi a vez o desconhecido Naviraiense (MS) escrever um capítulo indesejado, na presença de 12 mil pessoas, ao vencer o Paysandu por 2 a 0, interrompendo momentaneamente a participação bicolor na Copa.
Após bons e maus momentos, os bicolores ganham mais uma chance de fazer a Curuzu a voltar a ser o bom e velho Caldeirão.
(Diário do Pará)
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