Após um intervalo de três semanas, o Paysandu retorna ao Campeonato Brasileiro da série B, diante do Guaratinguetá (SP), hoje, a partir das 21 horas, no estádio da Curuzu. A partida, válida pela 7ª rodada da competição, tem um sabor especial para os bicolores, que lutam para retomar o caminho das vitórias, contra um adversário em situação semelhante na tabela.
Ambos estão na zona de rebaixamento: o Papão ocupa a 17ª posição, com cinco pontos, e o Guará vem logo atrás, em 18º, com quatro. Sob a tutela de Givanildo Oliveira, o Paysandu não realizou amistosos, mas compensou essa ausência com uma maratona de trabalhos físicos, técnicos e táticos, incluindo novas e importantes mudanças na escalação principal.
Na era pré-Givanildo, dos oito jogadores contratados para a segunda divisão, apenas Janílson, Zé Antônio e Careca haviam estreado, mas hoje, o treinador estuda colocar a equipe em campo com quatro novidades desde o início da partida, em setores cruciais para a evolução dos resultados. Na zaga, devem aparecer Jean e Fábio Sanches, enquanto Marcelo Nicácio e Iarley podem compor o ataque.
Oficialmente, nada está garantido, sobretudo por se tratar de um campeonato onde a cautela deve ser preservada. Se Givanildo não revela a equipe, os motivos são conhecidos, e, na prática, servem também para o técnico Carlos Octavio que, desde o desembarque em Belém, realizou um treino, mas preferiu deixar a escalação para ser revelada momentos antes do jogo.
Considerado um jogo crucial para as pretensões de alcançar o G4, o Paysandu espera compensar a oportunidade de retornar à Curuzu, com uma atuação valiosa. Sair com a vitória não representa apenas um suspiro aliviado, mas também a chance de reeditar os dias de glória.
Ataque e defesa devem mudar
Após cinco treinos coletivos, o técnico Givanildo Oliveira mudou completamente dois setores da equipe: a zaga e o ataque. Do sistema defensivo, saíram os zagueiros Diego Bispo e Raul para a entrada de Fábio Sanches e Jean, após um longo período de adaptação física. Já no ataque, João Neto, machucado, e Rafael Oliveira foram substituídos por Marcelo Nicácio e Iarley. Os quatro devem iniciar a partida de hoje como titulares.
Se forem confirmadas as mudanças, outro fator tem sido atentado: o alto número de partidas. No mês de julho, o Papão fará nada menos que sete jogos, divididos entre cinco pela Série B e dois na Copa do Brasil. Também por esse motivo Givanildo testa outras formações. A média próxima de duas partidas por semana também chama atenção do treinador, que, por precaução, já tomou algumas medidas junto à diretoria para organizar a logística de transporte do plantel, garantindo a integridade e o condicionamento físico dos seus comandados.
Tem que ter atitude do tipo seleção brasileira
Por se tratar do retorno à competição, após tempo suficiente para aprimorar a equipe, não há outro objetivo entre os jogadores que não seja pressionar o adversário. Embora, comparando o ritmo de jogos, o Guaratinguetá tenha feito dois amistosos contra nenhum do Paysandu, alguma coisa pesa na balança a favor na balança azul celeste, como o reencontro com a torcida, prometendo assistir em bom número a nova identidade bicolor.
“O Paysandu precisa entrar em campo com o mesmo espírito que o Brasil jogou contra a Espanha. Nosso time deve ir para cima desde o início. Se essa postura for adotada corretamente, será difícil arrancar a vitória daqui”, garante o atacante Iarley.
Para iniciar uma arrancada, o jogador afirma que é preciso não errar mais como nos jogos anteriores. “Com a bola no pé o nosso time tem qualidade, é arrumado, mas quando perdia a bola faltava um pouco mais de pegada. E após esse intervalo, é necessário que superemos essas situações desfavoráveis”, acrescenta.
Na última semana, foram três coletivos em cinco dias. Apenas na quarta-feira a nova dupla de zaga entrou no decorrer, após isso nada mudou, exceto o humor de Givanildo, quando o lateral esquerdo Rodrigo Alvim cometeu entrada dura no lateral direito Yago Pikachu e foi retirado do treino, e no trabalho recreativo de ontem (1), quando o volante Ricardo Capanema cometeu outra falta perigosa em Nicácio.
Só a vitória pode tirar o Guará da zona
De olho no primeiro compromisso no retorno da série B, o Guaratinguetá desembarcou na capital paraense disposto a tudo, contanto que a bagagem carregue os três pontos. Jogar fora de casa, contudo, não deve ser tão simples, já que o elenco perdeu alguns jogadores. A principal ausência é a do atacante Jonatas Belusso, transferido recentemente para o Náutico (PE).
Belusso era o jogador de maior destaque do grupo, considerado o melhor finalizador após boas atuações no Campeonato Paulista, além de ser o atual vice-artilheiro da Série B, com cinco gols marcados. Não bastasse a saída do atleta, o Guará precisa passar por cima de situações muito além da vontade do elenco. “O Jonatas Belusso é um jogador que já vinha se destacando desde o ano passado, na Série A2 e agora na Série B, numa situação difícil e incômoda. Agora é continuar e trabalhar com os jogadores que ficam na casa. Tivemos alguns confrontos difíceis, mas essa pausa nos ajudou”, explica o treinador.
Outro jogador que desfalca o time é o meia Leandro Oliveira, recém transferido para o futebol Árabe. No lugar dele, Xuxa pode ser a novidade, enquanto Rodrigo tende a formar dupla de ataque com Thiago. Já no sistema defensivo, a equipe tem um jogador bastante conhecido do torcedor paraense: o zagueiro Pedro Paulo, com passagens por Remo e Paysandu.
(Diário do Pará)
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