A situação do Paysandu na tabela da Série B, que antes desenhava o princípio do caos, ganhou novos e eletrizantes ares de alegria. Mesmo que momentaneamente, os bicolores ocupam a 10ª colocação, com oito pontos, número semelhante ao do próximo adversário, o São Caetano-SP, em uma posição acima e com um jogo a menos. Caso tivesse vencido ao menos uma partida das disputadas em Paragominas, o Papão poderia bradar facilmente a estadia no G4.
Passado à parte, o momento é de confiança. As mais de 10 mil pessoas presentes na Curuzu e a vitória emocionante por 4 a 3 trouxeram tranquilidade e, de quebra, uma renda extra. Retiradas às despesas, o Paysandu ficou com R$ 144.494,37 líquidos. A melhora dentro e fora do gramado tende a crescer, mas precisa de cautela à medida que as rodadas avançam e alguns erros continuam a se repetir.
Durante o toda quarta-feira, o plantel foi liberado e só retorna nesta manhã, para trabalho em dois períodos. Por jogar somente na terça-feira, os bicolores concentram-se na resolução dessas dificuldades, conciliando, provavelmente, a marcação forte, contra-ataque e, dependendo do momento na partida, a tranquilidade. O último foi preponderante para evitar um empate indesejado nos minutos finais do duelo de terça-feira.
“Tivemos sorte em jogar na marcação. Saíamos na frente e eles empatavam. No entanto, o nosso time não se apavorou, principalmente a partir dos 25 minutos do 2º tempo, quando eles (Guaratinguetá-SP) mandaram e tiveram maior posse de bola. Quando mudamos o posicionamento e alguns jogadores, retomamos o domínio e fizemos o quarto gol”, relembra Givanildo Oliveira. E por ter pela frente um adversário melhor posicionado, a situação necessita de maior tranquilidade, sobretudo por ainda ter dois jogos em casa neste mês de julho, contra o São Caetano (9) e Figueirense-SC (30).
Quem substitui o ‘Maestro’?
Como nem tudo são flores, na próxima terça-feira (9), quando o Paysandu enfrenta o São Caetano-SP, na oitava rodada da Série B, em Belém, o técnico bicolor Givanildo Oliveira tem por obrigação estudar a melhor maneira de suprir a ausência significativa do meio-campo Eduardo Ramos, suspenso após o terceiro cartão amarelo. E apesar de ser o único atleta impedido de atuar, a fila de espera no quesito ‘cartões amarelos’ não para por aí.
Com dois cartões amarelos seguem logo atrás o zagueiro Diego Bispo, o lateral-esquerdo Janílson, o volante Ricardo Capanema, o meia Alex Gaibu e os atacantes Careca e Rafael Oliveira. Na sequência, surgem Djalma, Raul e Yago Pikachu, cada um com um cartão amarelo assinalado na súmula. A quantidade, no entanto, não necessariamente é proporcional aos titulares.
Sobre a ausência de Ramos, o mais provável é que a função deva recair sobre Diego Barboza, haja vista que Djalma tem características mais semelhantes a Alex Gaibu – imprimir velocidade nos contra-ataques -. Outro nome a constar na lista é do jovem Helisson, mas até o momento pouco foi aproveitado na equipe, a não ser que o pensamento do treinador decida lançá-lo em campo.
Todavia, ao traçar um olhar mais atento sobre o jogo contra o Guaratinguetá, Barboza entrou no segundo tempo, mas não participou exatamente da função exercida de costume. Serviu mais como um lateral-esquerdo, no lugar de Janílson, até ali um pouco criticado pela torcida. A função, aliás, até agora não convenceu por seus ocupantes desde o início da temporada, despertando dos mais críticos, a permanência de Pablo na vaga.
(Diário do Pará)
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