O zagueiro Fábio Sanches admitiu que a defesa do Paysandu foi o maior gargalo da equipe na partida contra o Guaratinguetá (SP), quando os bicolores venceram por 4 a 3, na última terça-feira (2), na Curuzu. O jogo provou o poder de reação do time, mas também mostrou outra vez alguns erros de marcação e falhas do sistema defensivo.
A quantidade de gols sofridos foi novamente criticada pelo baixo rendimento do setor defensivo. Em uma avaliação individual de seu desempenho, Fábio Sanches foi categórico e chamou a responsabilidade, definindo, em forma de nota, o futebol apresentado aquém do esperado. “Falando por mim, eu não gostei da minha atuação. Acho que posso melhorar muito e tenho muito a mostrar. Agora, é como eu falei, era um jogo de estreia, vindo de um tempo parado. Se eu fosse dar uma nota para o meu desempenho, seria um cinco. Espero que nos próximos jogos melhore o meu desempenho”, afirma.
A primeira atuação ao lado de Jean não saiu do jeito que o defensor esperava, mas o atleta não fugiu à responsabilidade das cobranças. “Esse jogo, por ser a minha estreia e do Jean, depois de um tempo sem jogar, poderia ter sido melhor. Mas as coisas vão melhorar. Nos próximos jogos a gente vai entrosando. Esses gols que temos sofrido precisam diminuir”, analisa.
Para o jogador, a falta de uma sequência de jogos pode ter atrapalhado. “Se for ver os gols sofridos, alguns foram meio bobos, parecia que dava um branco na equipe. Da parte minha e do Jean, tem a questão de falta de ritmo. Se caso a dupla continue junta, com certeza a tendência é melhorar”, promete.
Ao final da partida, o técnico Givanildo Oliveira declarou que gostou da atuação do ataque, sobretudo de Careca, autor de três gols. Também reforçou o empenho do meio-campo na função de armar as jogadas. Sobre as laterais, ele lembrou que o adversário entrou com um lateral de ofício improvisado no meio-campo, criando dificuldades já previstas para os bicolores. Sobrou para a zaga, que recebeu o alerta.
Djalma sofre com hérnias de disco
Depois de uma bateria de exames mais detalhados, ontem (4) o departamento médico do Paysandu descobriu o motivo das constantes dores lombares do meia Djalma: duas hérnias de disco, problema que compromete a cartilagem que separa os ossos da coluna vertebral. Com isso, o jogador deve permanecer longe das quatro linhas pelas próximas rodadas do Campeonato Brasileiro da série B, mas os médicos do clube não afirmaram com precisão.
O aparecimento das hérnias de disco chamou a atenção do departamento médico bicolor. Quando ocorre a lesão, dependendo da região da coluna afetada, uma série de dores afeta a vítima, que em geral, tem média de idade entre 30 e 50 anos.
Por muito tempo, as dores na região lombar incomodaram e comprometeram o desempenho de Djalma. Principal revelação bicolor no Parazão deste ano, o atleta foi aos poucos permanecendo mais tempo no departamento médico do que nos gramados, até perder a posição de titular para Alex Gaibu.
De acordo com o médico Flávio Freire, a provável causa das hérnias pode ter sido algum machucado forte na região, ou por uma questão hereditária. Aos 23 anos, por ter adquirido um problema típico de pessoas com maior idade, ele terá de passar por um tratamento diferente, com base na fisioterapia e Reeducação Postural Global (RPG).
Em ritmo de festa, elenco já retornou aos trabalhos
Em uma manhã calma, o elenco bicolor retornou aos trabalhos, ontem (4), no estádio da Curuzu. Um trabalho físico, seguido de posicionamento e algumas voltas no gramado. Nada de muito esforço para a equipe que enfrenta o São Caetano (SP), na próxima terça-feira (9), em Belém. A única surpresa do dia foi a festa programada pelo aniversário dos irmãos Billy e Bray, os gêmeos do elenco, comemorada com muito ovo, farinha de trigo e abraços entre os colegas.
E de fato, a alegria está de volta à Curuzu. A vitória sobre o Guaratinguetá ainda ecoa alto. Os três pontos e a permanência momentânea na 10ª posição animam o grupo a buscar a segunda vitória seguida, mesmo com seis jogadores com dois cartões amarelos (o zagueiro Diego Bispo, o lateral-esquerdo Janílson, o volante Ricardo Capanema, o meia Alex Gaibu e os atacantes Careca e Rafael Oliveira) e a ausência de Eduardo Ramos.
Entre os pendurados, Alex Gaibu é só alegria, sobretudo pelo gol de cabeça que abriu o placar na última terça-feira (2). “O Iarley fez uma grande jogada de contra-ataque, e esperou o momento certo, o meu deslocamento para o segundo pau, e cruzou na medida. Só tive o trabalho de olhar onde o goleiro estava e cabeceei para o gol. É raro fazer gol de cabeça. Acho que é o segundo que faço”, relembra.
O sucesso do time, no entanto, não esconde as cobranças que estão sendo feitas, e segundo ele, são constantes em qualquer situação. “Sempre vão acontecer cobranças. Eu estava pensando em casa, outro dia a turma estava pegando no pé do ataque, que não faziam gols. Quando eles fizeram, tem que sobrar para alguém. É sempre assim”, conclui.
(Diário do Pará)
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