Quem pensa que o domingo serve para descanso não conhece a rotina dos bicolores na Série B do Campeonato Brasileiro. Para o grupo do técnico Givanildo Oliveira, o trabalho não tem data, tampouco hora. Na manhã de ontem (7), mais um trabalho coletivo foi realizado no gramado da Curuzu, dois dias antes da partida diante do São Caetano (SP), no estádio bicolor. E hoje tem mais.
Os oito jogos que complementaram a 7ª rodada no final de semana deixaram os bicolores na 12ª posição na tabela, com oito pontos, um a menos que o São Caetano, um adversário forte e conhecido. “Estive lá em 2008 e sei que o São Caetano sempre dá trabalho aos times grandes. O time atual eu conheço pouco. O professor vai nos explicar melhor como eles jogam, mas sei que vai ser equilibrado como é a competição”, analisa o atacante Careca.
Sobre os titulares, em relação ao último treino coletivo, houve apenas uma alteração. Janílson retornou no lugar de Rodrigo Alvim. No meio-campo, Ricardo Capanema e Zé Antônio continuam na cabeça de área, enquanto Alex Gaibu faz companhia ao armador Diego Barboza, que segue no lugar do suspenso Eduardo Ramos. O goleiro Marcelo, o lateral-direito Yago Pikachu, os zagueiros Fábio Sanches e Jean, além dos atacantes Iarley e Careca seguem formando a base do time.
Cerca de 40 minutos depois da movimentação com bola, os titulares venceram por 4 a 1, com dois gols de careca, um de Yago Pikachu e outro de Janílson. Para os reservas quem descontou foi o atacante Marcelo Nicácio. Ainda hoje está programado o último treino, provavelmente na Curuzu, antes da concentração.
SUB-17
Depois de uma campanha bastante elogiada, a equipe sub-17 do Paysandu avançou para as oitavas de finais da Copa 2 de Julho, disputada em Salvador (BA), entre 1 e 13 de julho. Em três jogos, um empate e duas vitórias, incluindo goleada de 6 a 0 sobre a seleção de Conceição da Feira. Sob a coordenação de Carlos Alberto Mancha, o Papãozinho classificou-se com sete pontos, no quarto lugar geral, atrás apenas da Seleção Brasileira, Bahia e Vitória. Às 15 desta segunda-feira, os bicolores entram em campo contra o Carmópolis, em disputa de vaga para a semifinal da competição.
E mais...
A diretoria do Paysandu aguarda a decisão da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) sobre a possibilidade de mudar a logística das viagens que o Paysandu fará pela Série B do Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil. Por jogar nos dias 17, contra o Atlético (PR), dia 20, contra o Boa Esporte (MG), e dia 27, contra o ABC (RN), os bicolores esperam adiantar os embarques em um dia, evitando que a delegação retorne à capital paraense a cada jogo. Em sua defesa, os dirigentes do clube paraense afirmaram que a comissão técnica e os jogadores necessitam de pelo menos um dia a mais para descanso, haja vista que as viagens do clube são maiores e mais desgastantes que os demais clubes.
A ala dos machucados tá cheia
Uma pequena parcela do grupo de jogadores foi mantido sob os cuidados do departamento médico do Paysandu: os atacantes João Neto, Heliton e Marcelo Nicácio. Outro, que chegou a preocupar depois de alguns exames, foi o meia Djalma, antes diagnosticado com duas hérnias de disco, mas já descartado após verificação detalhada.
João Neto e Heliton tiveram problemas diferentes, mas seguiam afastados há pelo menos sete dias. O primeiro lesionou a coxa, enquanto Heliton sofreu torção no tornozelo direito. Marcelo Nicácio recebeu uma entrada dura do volante Ricardo Capanema, durante um treino coletivo, e virou ausência, cedendo lugar ao atacante Careca.
Quanto ao meia Djalma, a princípio um diagnóstico preocupante. Duas hérnias de disco para um jovem de 23 anos. A situação é incomum, pois geralmente as pessoas acometidas por este mal possuem idade entre 30 e 50 anos. Ciente disso, os médicos fizeram novos exames e constataram que o primeiro diagnóstico não era válido. Djalma tem apenas uma inflamação na região lombar.
O único residente do DM bicolor, com necessidade maior de recuperação é o meia Lineker, que há mais de três meses rompeu os ligamentos do tornozelo direito, seguido de luxação no local afetado, ainda sem previsão de ser liberado para retornar aos trabalhos com bola.
Com o aval do dono da camisa dez
Depois de receber o terceiro cartão amarelo e ficar de fora da partida de amanhã, contra o São Caetano (SP), o meia e maestro do time, Eduardo Ramos, lamenta não poder atuar diante de um adversário forte, que requer esforço e atenção máxima dos bicolores. O provável substituto do meia é Diego Barboza, que vem treinando de articulador com o ataque.
Desde que chegou à Curuzu, Eduardo admite que mantém uma regularidade na equipe, fato que despertou a confiança por parte da torcida e comissão técnica. “Acho que é o segundo jogo que fico de fora. O primeiro foi por opção do Lecheva, caso de poupar. Esse é o segundo. Lamento muito, mas faz parte do futebol, agora vou torcer pelos companheiros e por um bom resultado”, confessa.
Sobre o provável substituto, o jogador se diz tranquilo. Ceder espaço por motivo de cartão não o assusta, mas sim o conforta. “A gente fica é feliz por ter jogadores de qualidade, sempre dispostos a suprir a necessidade do time. Precisamos de um grupo forte devido a longevidade da competição. A gente fica na torcida, é o que interessa”, afirma.
Barboza, por sua vez, que tem sido improvisado nos últimos jogos na lateral-esquerda, garante preparo suficiente para exercer a função da mesma maneira que o companheiro. “Tenho treinado muito, acredito que possa suprir a necessidade do time e trabalhar em conjunto com a defesa e ataque”, diz.
(Diário do Pará)
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