Paysandu e São Caetano duelam hoje, a partir das 19h30, na Curuzu, em jogo válido pela 8ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Em situações semelhantes na tabela e separadas por apenas um ponto, ambas as equipes correm atrás do placar para elevar a moral na competição, desgastada por uma sequência de resultados não muito agradáveis.
O Papão, por jogar dentro de casa, fixou na mente sair de campo com os três pontos, custe o que custar. Para tanto, o técnico Givanildo Oliveira vem trabalhando os atletas no intuito de partir para cima desde o começo, alimentados pela boa produtividade ofensiva na partida contra o Guaratinguetá, vencida por 4 a 3. Se o ataque foi bom, no entanto, o setor defensivo ainda preocupa, mas a dupla de zaga, formada por Fábio Sanches e Jean deve permanecer entre os titulares.
Por sua vez, o São Caetano tenta recuperar os pontos perdidos dentro da própria casa, ao empatar sem gols com o Avaí. A equipe do técnico Marcelo Veiga (ex-Clube do Remo) veio a Belém completa, e espera conseguir o que não pôde atuando em casa. Para pôr em prática o plano audacioso, conta com a experiência e oportunismo da dupla de ataque Geovane e Jael. Em sete jogos, o azulão conseguiu duas vitórias, três empates e duas derrotas.
O retrospecto entre as equipes é bastante equilibrado. No histórico de confrontos, constam 10 jogos, sendo quatro vitórias para o São Caetano, três em favor dos bicolores e o mesmo número de empates. Será o segundo jogo pela Série B, os demais foram pela Copa João Havelange (2), e Série A (7). Jogar na Curuzu não será tarefa fácil e, a tirar pelo apoio da Fiel Bicolor, o reflexo desse incentivo certamente será refletido em campo. É o típico jogo dos seis pontos, que ninguém quer perder, muito menos os donos da casa.
Meta é melhorar a marcação
Para o jogo de logo mais, o técnico do Paysandu, Givanildo Oliveira, resolveu apostar de vez nos jogadores recém-contratados. O único que ainda estava na expectativa era o goleiro Marcelo, já definido no lugar de Zé Carlos. A outra mudança significativa acontece no meio-campo, onde Eduardo Ramos sai devido ao terceiro cartão amarelo e entra Diego Barboza. O restante do time permanece o mesmo, incluindo a defesa e a dupla de ataque.
Todavia, manter a equipe com poucas mudanças não significa melhora efetiva, uma vez que a quantidade de gols sofridos ainda incomoda. “Se melhorar a marcação do time todo, desde a frente, já ajuda muito. Claro que tivemos nossas falhas, não podemos fugir disso, mas somos uma equipe e todo mundo tem sua parcela. Nesse jogo esperamos encaixar mais o posicionamento que vínhamos pecando”, analisa o zagueiro Fábio Sanches.
O baixo rendimento da defesa, segundo os atletas, não é um mero problema individual. E se o Paysandu toma muitos gols, é porque arrisca. “Em casa nós jogamos sempre para vencer, por isso a nossa defesa em alguns momentos fica desguarnecida. Jogar para frente é arriscar muito pela vitória”, observa o atacante Iarley.
Quanto ao adversário, o “Fator Curuzu” tem se mostrado eficiente, mas alguns atletas ainda acreditam que um gramado como o do Mangueirão poderia ser melhor aproveitado. “Eu, particularmente, acho o Mangueirão melhor. Mas, a gente tem que se adaptar. É aquela coisa; na Curuzu, quando você está à frente no placar, não há como manter a bola com esse gramado, dar muito toques. É preciso ficar atacando. No Mangueirão dá para cansar o adversário, trocar passes”, finaliza o atacante.
Técnico sabe das dificuldades
Nas últimas entrevistas que concedeu às vésperas da partida contra o Paysandu, o técnico do São Caetano, Marcelo Veiga, frisou muito as dificuldades a serem superadas em Belém, diante de um time forte, que conta com o apoio da torcida. “O Paysandu é uma equipe agressiva, que joga para frente, haja vista o último resultado”, diz.
O São Caetano chega com dois desfalques, ambos por cartões amarelos. O lateral-direito Samuel Xavier e o volante Leandro Carvalho devem ser substituídos por Samuel Santos e Dudu, respectivamente. “São dois jogadores importantes, mas quem está fora espera por uma oportunidade e a chance aparece dessa maneira”, diz Veiga.
De experiências passadas em Belém, quando assumiu o maior rival dos bicolores no ano passado, Veiga tira de lição o peso da torcida e acima de tudo a paciência em jogar num campo que se transforma em um caldeirão. “Temos que ter calma e saber que há chance de recuperar os pontos perdidos em casa. O nosso time se encontra em condições”, pontua.
Givanildo indica Tallys pra ‘meiuca’
Depois de liberar quatro jogadores do elenco profissional, a diretoria do Paysandu, por indicação do técnico Givanildo Oliveira, anunciou na manhã desta segunda-feira, a contratação do meio-campo Tallys, de 25 anos, que jogava pelo Central-PE, onde disputou o Campeonato Pernambucano. O atleta está com desembarque na capital paraense prevista para esta tarde.
Assim que estiver em solo belenense, Tallys assistirá a partida entre Paysandu e São Caetano, às 19h30, e só depois fará os exames médicos. Caso aprovado, o jogador segue junto à diretoria onde o contrato aguarda a assinatura. O meia esquerda vem com a difícil missão de disputar uma vaga com mais seis concorrentes: Eduardo Ramos, Alex Gaibu, Djalma, Diego Barboza, Lineker e Helisson.
PLANTEL GRANDE
Desde que assumiu o comando técnico do Paysandu, Givanildo Oliveira propôs uma diminuição no plantel, na época com 42 jogadores. Quatro, atletas foram liberados, todos oriundos das categorias de base, e apenas o zagueiro Thiago Costa recusou convite para voltar ao sub-20 e preferiu encerrar o vínculo com o Papão. No entanto, até o presente momentos, as dispensas cessaram.
Tallys é natural de Porto Alegre e na região Sul iniciou carreira no futebol atuando pelo Grêmio. Depois transferiu-se para Minas Gerais, onde vestiu a camisa do Cruzeiro, Guarani-MG e Ipatinga. Só depois chegou à região nordeste, com passagens pelo CRB-AL e Central-PE, onde foi observado por Givanildo. A diretoria de futebol do clube bicolor não foi localizada para comentar se existe o interesse em novas contratações ou dispensas.
(Diário do Pará)
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