plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 27°
cotação atual R$


home
ESPORTE PARÁ

Pirão quer resgatar o projeto de sócio torcedor

Uma pergunta indaga o advogado do Clube do Remo, Pablo Coimbra, desde março de 2013: Por que as dívidas dos credores do Leão tiveram que sofrer reajustes esse ano? “Foi exatamente essa pergunta que eu me fiz quando passei a perceber que os valores estavam

twitter Google News

Uma pergunta indaga o advogado do Clube do Remo, Pablo Coimbra, desde março de 2013: Por que as dívidas dos credores do Leão tiveram que sofrer reajustes esse ano? “Foi exatamente essa pergunta que eu me fiz quando passei a perceber que os valores estavam sendo atualizados. Nós apresentamos nosso recurso solicitando essa resposta no Tribunal Regional do Trabalho. Enquanto isso, estamos chamando os advogados dos credores para conversarmos, para saber se existe a possibilidade deles desconsiderarem essas atualizações”, narra Coimbra.

Esse é o quadro judicial que o novo presidente do Remo, Zeca Pirão, irá encontrar nos próximos meses dentro do clube. Pirão, que assumiu o posto de mandatário máximo do Remo na última segunda-feira (8), após a renúncia de Sérgio Cabeça, tomará conhecimento que uma inesperada manobra dos credores do Remo passou a atrapalhar a quitação de suas dívidas. E o débito, que até então era estável e em torno de R$ 5 milhões, passou a ficar descontrolado. “Só de atualizações foram superiores a R$ 2 milhões”, completa o advogado remista.

BOLA DE NEVE

Até a última verificação, a atual dívida trabalhista azulina já bate a casa dos R$ 9 milhões. Fato que pode ser visto com tristeza por Pablo Coimbra, pois, segundo ele, de 2011 até essa reviravolta, o departamento jurídico já havia conseguir diminuir a dívida pela metade, graças a acordos e o pagamento mensal de R$ 100 mil via justiça. “Desde 2011, eu participo de todas as reuniões do Remo na justiça. Naquele ano, a dívida batia os R$ 11 milhões. Mas, começamos a fechar acordos em mais de 150 processos e o Sérgio Cabeça (ex-presidente) honrando os compromissos, reduzimos pela metade, para R$ 5 milhões”, explica.

Sem renda de jogos, o jeito é encontrar plano B

Hoje, o Clube do Remo possui cerca de 70 credores – pessoas físicas ou jurídicas que ainda têm valores para receber da agremiação. De acordo com Pablo Coimbra, advogado do Remo, se não tivesse ocorrido à correção dos valores devidos, o departamento jurídico já estabelecia uma previsão de dois ou três anos para o Mais Querido conseguir zerar tudo o que deve na justiça. A dificuldade agora é que, sem jogos oficiais e com os valores dos credores sendo atualizados diariamente, é preciso procurar outros meios para solucionar a dívida.

Enquanto esperam uma justificativa do Tribunal Regional do Trabalho do Pará (TRT-PA) a respeito dos reajustes dessas quantias, os juristas azulinos tentaram conversar diretamente com os advogados dos credores para tentar possíveis acordos extrajudiciais. “O que iremos propor a eles (advogados) vai ser um compromisso de quitar a dívida com os valores desatualizados”, explica Coimbra. Em meia a essa negociação, uma resposta para outra pergunta precisou ser encontrada: como convencer esses advogados a aceitar a proposta, se hoje o Remo está com patrocínios bloqueados e sem bilheterias de jogos, esta a principal fonte de renda do clube?

É nesse momento que a reunião sobre a área do Carrossel, ocorrida na última segunda-feira (8) no TRT-PA, ganha importância. Segundo Pablo Coimbra, “é a primeira vez na história do Remo que existe uma proposta séria para o Carrossel, onde a Justiça do Trabalho está participando diretamente da negociação”. O clube poderá arrendar a área nos próximos meses, assim que apresentar todos os documentos exigidos pela empresa que irá alugar o espaço. Dessa forma, o valor do aluguel passaria diretamente para a Justiça do Trabalho, onde, de forma à vista, se pagará um credor por vez.

Fora isso, existe já um plano de resgate do sócio torcedor que o presidente Zeca Pirão pretende dar prosseguimento. Segundo o que o novo gestor do clube já informou, está em vigor uma ação que visa regularizar os sócios inadimplentes. Para isso, quem está em débito precisa efetuar o pagamento da primeira mensalidade, que tem o valor R$30, que estará automaticamente livre das parcelas atrasadas. “Essa é uma das primeiras ações do Clube do Remo que objetiva quitar nossa dívidas. Sabemos que não será fácil, mas é um início e estamos confiantes”, afirma Pirão.

Departamento jurídico espera por notificação

O departamento jurídico do Clube do Remo ainda não recebeu a notificação da procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) que denunciou o clube pela ação movida por um terceiro, o torcedor Wendell de Souza Figueiredo. Segundo o advogado do Remo, Pablo Coimbra, até o fim da tarde de ontem, nenhum documento havia chegado ao departamento.

Na última segunda-feira (8), levando em conta a ação de Wendell, o STJD acusa o Remo de tumultuar o Grupo A1 do Brasileiro da Série D, ameaçando de punições severas, como multas e até mesmo a exclusão de campeonatos organizados pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que é a parte contrária do processo do torcedor remista. Porém, Pablo Coimbra segue o mesmo raciocínio do advogado da ação, Valber Motta, quando diz que o Remo não pode ser punido por um processo em que não é autor.

“Tudo o que nós sabemos sobre esse processo é somente o que sai pela imprensa. Não sabemos quem é esse torcedor, que não é nem sócio do clube. Com certeza, o Remo não pode ser punido por uma ação que está sendo movida por um indivíduo que não tem ligação administrativa com o clube”, afirma Coimbra.

De qualquer forma, o advogado azulino diz que está preparado para a notificação do STJD e que a defesa será elaborada nesse fato. “Vamos esperar essa notificação. Quando ela chegar, será uma oportunidade de esclarecemos que a instituição Remo não tem nada a ver com isso”, concluiu.

Torcida vai cobrar apoio da FPF

Impulsionados por uma declaração feita em uma rede social por Valber Motta, advogado de defesa da ação que tenta colocar o Clube do Remo na Série D, torcedores do Remo farão hoje à tarde um protesto em frente à sede da Federação Paraense de Futebol (FPF), localizada no bairro do Guamá. Revoltados com as supostas denúncias de que a FPF estaria recebendo auxílio financeiro de um clube local para prejudicar o Leão Azul, torcedores irão cobrar dos diretores da entidade apoio mais amplo ao Clube de Periçá, além de demonstrarem seu apoio aos advogados e ao autor da ação.

“Nós (torcedores) somos a única coisa que o Clube do Remo pode contar. Vamos continuar mudando os rumos da nossa história”, diz a nota da convocação. O relato do advogado Valber Motta é o mote central do protesto intitulado “Manifesto da Resistência Remista”, título tirado do texto do advogado publicado em grupos ligados ao Leão pelo Facebook, no início da madrugada de terça-feira (9).

Estão sendo convocadas diversas torcidas organizadas e torcedores comuns que quiserem dar força à causa, com cartazes, apitos, faixas e outros artifícios que chamarão a atenção dos dirigentes da Federação.

Em maio desse ano, os remistas já conseguiram realizar uma manifestação que levou mais de 500 pessoas para frente da sede do clube para pedir a saída da atual diretoria e das eleições diretas.

(Diário do Pará)

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Esporte Pará

    Leia mais notícias de Esporte Pará. Clique aqui!