No início da tarde de ontem, o Clube do Remo levou um golpe, dado por duas partes, uma pela Justiça Desportiva – o que já era esperado -, e outra pela justiça comum. Este último ato foi o ápice do capítulo de ontem sobre a polêmica tentativa de um torcedor em obter uma vaga para o Leão na Série D. Para se ter uma ideia, após as decisões, a perspectiva azulina é assombrosa: multa de R$ 20 mil e suspensão por dois anos do Brasileiro da Série D, organizado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Não bastasse isso, por último, ainda teve a desistência - revertida ao longo do dia - dos advogados da ação impetrada pelo torcedor Wendell Figueiredo, o que significava dizer que o Remo teria que se contentar em ficar sem jogos oficiais no segundo semestre e se concentrar em reverter o gancho do STJD. A única esperança vinha do inesperado convite feito pela direção da CBF aos diretores do Leão, para uma misteriosa reunião na próxima segunda-feira (15), em São Paulo.
No entanto, no início da noite de ontem, uma nova reviravolta. Walber Motta, advogado da ação na instância comum, voltou atrás e revelou que não iria mais retirar a ação de Wendell. “Depois de conversar a tarde toda, chegamos à decisão que vamos continuar e na segunda-feira vamos pedir a anulação do julgamento”, informou Walber Motta. A punição da quarta comarca do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) pela manhã influenciou para que o desembargador do Tribunal de Justiça do Pará (TJE/PA), José Maria Teixeira do Rosário, acatasse o Agravo de Instrumento protocolado pelos juristas da CBF no início da semana e, dessa forma, suspendeu a liminar que paralisava os jogos do Genus na Série D, este que, até então, era a maior vitória dos advogados de Wendell.
Sem amparo nas duas esferas jurídicas, os advogados chegaram a afirmar que iriam desistir. “A notícia de que o desembargador do nosso Estado derrubou a liminar, acatando o agravo da CBF, nos surpreendeu. Iríamos desistir da ação, porque se retirarmos, essa condenação do STJD, talvez, até caia por terra. Mas, se continuarmos, o Remo poderá ser punido de forma mais grave e não queremos que isso aconteça”, explicou a advogada Vanessa Egla, em seu perfil no Facebook.
Entretanto, os advogados descobriam que o fato do STJD ter indeferido a participação da defesa abriu brecha no processo. “A advogada Isabelle Baker, que também está colaborando, foi impedida de participar do processo. Dessa forma, foi quebrado o princípio da ampla defesa e do contraditório, que está na constituição, e foi negado”, explica Walber.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar